sábado, 28 de fevereiro de 2009

MUSEU DO VAZIO - GALERIA DE FOTOS: DA SÉRIE "EFÊMEROS" DE SÍLVIA MATOS






Viagens de avião. São fotos que venho tirando, há vários anos, do céu, quando estou viajando de avião. Essas, em particular, foram trabalhadas no computador e fazem parte da série: Efêmeros.
Sílvia Matos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Projeto 365-correspondente de Curitiba







Em visita ao Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, gostei muito do trabalho de 3 mulheres. Elas se comprometeram a fazer um trabalho todo dia. O resultado são 365 trabalhos de cada . No formato de 10 por 10 cm. São fotos , colagens , desenhos, pintura.
Beth Schneider

domingo, 22 de fevereiro de 2009

DOMINGO DE CARNAVAL. PROJETOS EM ANDAMENTO: BRINCANDO COM PALAVRAS: "SERVIÇOS" DA NET DIGITAL

Estive "fora do ar". Um raio queimou tevê e computador, os dois únicos aparelhos ligados à NET. Desde o dia 17/02 aguardo os "serviços" da NET após comprar nova tevê e consertar o computador. Não resisti fazer um Brincando com Palavras especial, a partir da expressão "Serviços" da NET DIGITAL. Como sempre, todas as palavras foram compostas com letras presentes na expressão tema. Todas elas são palavras dicionarizadas. Para quem não sabe, e eu também não sabia, TRONGA quer dizer "meretriz" e ARNELA é "resto de um dente na gengiva", segundo o meu Aurelinho de estimação.

Obrigada, Beth Schneider, por ter cuidado tão bem do nosso blog do Antropoantro. Curta sua praia de Santa Catarina, sem chuvas e inundações.

Lalau Mayrink

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

cubo branco-mais um

Inês Fernandez propõe a fragilidade do Inviolável. Uma cortina de correntes impede a entrada num espaço vazio onde brilha, em néon, a palavra Inviolável. A branda interdição detém os adultos que, obedientes, apreciam da porta as paredes pintadas e o letreiro que apenas avisa, no seu branco de luz, sem ameaçar. O tapete convida os pés e reflete a sombra das correntes. Violar o inviolável, só mesmo a primeira criança que, num rompante, afasta as correntes de plástico - antes tão pesadas no seu marrom escuro de ferro fingido - e entra no recinto abrindo caminho aos adultos. A irreverência da criança dá o exemplo. Inviolável retoma o conceito de “controle” – tão caro à sociedade atual, com o qual Inês Fernandez vem trabalhando desde 2000, com a série de fotografias Guaritas. Em seguida vieram Condomínio, Confronto, Descontrole (trabalho de 2006, apresentado em Antropoantro no Casarão), entre outros. A questão do controle, desta vez a determinação de que algo é inviolável, é novamente posta em xeque. Quem determina a inviolabilidade? Lalau Maiyrink



“Inviolável”
Néon, tapete de algodão e correntes

cubo Olivia

“Caixa da memória
(da série “Vestido de Baile”)
Cartaz, acrílico espelhado, transparências


Olívia Niemeyer leva-nos ’a Caixa da Memória. Paredes forradas de reproduções em preto e branco de uma foto antiga, meio embolorada, de uma figura de mulher num antigo vestido de baile. A legenda - Vestido de Baile - não deixa dúvidas. Que baile foi esse? Que mulher é essa? Os rasgos irregulares do arrancar dos papéis que forram as paredes traduzem um tempo já passado, mas que deixou marcas, que se reproduzem infinitamente e de maneira sempre nova e igual em memórias, refletidas, multiplicadas nos muitos espelhos, nas frágeis transparências e nos lampejos caleidoscópicos que dançam e brincam no chão querendo fugir (ao controle?). Uma nostalgia do passado toma conta da gente. Uma nostalgia que aparece também na Série Animal (mostrada no Casarão), aí sob a forma de desenhos sutis que são como fantasmas do passado rasgando a tinta das telas.
Lalau Mayrink

arquivo do grupo-cubo Vane

Vane Barini, quem disse que ela é fotógrafa? Com Fora de Si ela surpreende os apreciadores de sua arte como fotógrafa, aqueles que esperavam ver fotografias. Um cubo todo pintado de branco, com uma escada também branca encostada no fundo pode até ser fotografado e resultar em belas fotos, mas não é fotografia. No entanto, ele tem tudo a ver com fotos feitas por Vane Barini. O que há de comum entre Fora de Si e os retratos mostrados na Comunitária, o Com-viver apresentado no Casarão, e o trabalho Sem Título instalado nos vidros do hall central da Esamc? Os três últimos são fotografias, mas o que os distingue e une a Fora de Si é o ponto de vista inusitado que apresentam: os retratados de costas para a câmera, a multidão exposta numa fotografia invertida de ponta cabeça, os detalhes minuciosos de um jorro de água. Fora de Si, em sua singela brancura, convida o freqüentador de No Cubo Branco, a ver a exposição de um ponto de vista inusitado – do alto da escada, numa visão de cima. Uma visão que abarca todo o espaço do Cubo Branco, que permite apreciar os outros sete cubos (e o meio teto do oitavo) de um outro ângulo e em conjunto, que possibilita outras visões do público, das sombras, das coisas, de todo o conjunto da exposição. Fora de Si aponta para todo o trabalho de Vane Barini: a busca constante de pontos de vista inusitados, outros...
Lalau Mayrink
“Fora de Si”
Madeira e tinta

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cubo branco -arquivo do grupo

O ANTROPOANTRO apresenta a sua idéia matriz: um cubo que concentra vários cubos ou vários espaços expositivos. Como se fossem pequenos microcosmos, estes pequenos cubos compõem um panorama de uma mostra coletiva que se individualiza através de espaços particularizados. Este enfoque amplia a discussão do espaço expositivo ao mesmo tempo em que cria uma referência tautológica deste espaço, em que os pequenos núcleos expositivos estão contidos em um núcleo maior, num processo contínuo de auto-remetência. A criação de novos espaços dentro de um único espaço não é nova, mas o que se percebe, segundo O’Doherty, é que "o espaço é hoje apenas o lugar onde as coisas acontecem; as coisas fazem o espaço existir". E esta é a intenção desta exposição. Tina Gonçalez

Cubo Beth Schneider

“Ex-votos”
Revistas VEJA e palavras em agradecimento pelas GRAÇAS recebidas pintadas com tinta spray dourada.

mais um cubo

Cubo de Silvia Matos



Sílvia Matos. Ela também está lá, nas linhas de astúcias, de fios e de tramas... Bem no centro, ela também tece, no semicírculo de mulheres/deusas tecelãs, retratadas não mais com tintas e pincéis como costumava fazer (e que beleza são os retratos de Sílvia Matos!), mas com modernos instrumentos digitais! O fundo espelhado e a transparência das fotos refletem e incluem o expectador neste círculo que tece... o quê mesmo? Retratando as artistas do grupo, a obra traz à baila a mútua influência, o fazer junto de uma raridade que é um grupo de artistas que produz coletivamente mantendo, sempre, a individualidade de cada membro. O coletivo faz-se do individual. Ao incluir neste círculo de tecelãs o expectador, o outro, aponta-se para o fato de que a obra de arte é também trabalho de quem a aprecia e não simplesmente de quem a propõe. Como na linguagem, o diálogo eu/outro é constitutivo do fazer artístico (tinha razão Bakhtin).
Lalau Mayrink


Nas linhas de astúcias, de fios e de tramas, elas tecem... ”Alumínio espelhado e plotagem em transparências de imagens das oito artistas do grupo trabalhadas no computador .

cubo branco-mais um

Lalau Mayrink

Mafagafos ao Cubo. Pequenos retângulos e quadrados de papel desenhados cuidadosamente com caneta esferográfica, alternando vermelho, azul e preto. Insetos e animais estranhos, imagens sem referentes, frases indecifráveis e pequenas esferas compõem um universo agrupado sem rigor obsessivo, figuras insólitas costuradas pelo vermelho vivo que aparece nos entremeios.
Partindo de um processo de aparente simplicidade - “ócio criativo” poderíamos pensar - Lalau Mayrink explora a força da acumulação de mais de 2000 desenhos. É impossível nos contentarmos com uma contemplação passiva, é preciso entrar no jogo, deixar o olhar correr levemente sobre os papéis, aproximar-se ao acaso, explorar detalhes, investir na criação de significados com elementos díspares: um estado de espírito. A leveza dos desenhos é reforçada pelo ritmo instável criado pela sucessão de espaços vazios e cheios.
Inesperadamente, apesar do trabalho de Lalau se inserir vigorosamente na contemporaneidade, podem vir à memória as galerias e os museus de antigamente, onde as obras cobriam as paredes de alto a baixo, bem antes da invenção do “cubo branco”, conceito que motiva essa exposição do grupo Antropoantro.

Olívia Niemeyer

lalau mayrink

Mafagafos ao Cubo”

(da série “Mafagafos”)

Papel branco e caneta esferográfica

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aniversário da chefa

Silvia neste dia tão especial em que completa mais um ano de vida ,te desejamos todas as felicidades deste mundo e muinta saúde junto do grupo e da tua família.Parabéns Silvia Matos

grupo antropoantro

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Série deslocamentos-video

Passando o tempo.Tempo passado.Uma montagem de fotos tiradas na viagem Campinas Curitiba.Beth Schneider

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Coluna (IN)VEJA Armando Queiroz

Abaixo Tabalhos de Armando Queiroz,gostei muito dos escolhidos no Prêmio Marcantonio Vilaça deste ano.Em especial o paraense Queiros.Tive um (in)veja.Beth Schneider









Uma janela para as artes plásticas, por Suzana Velasco, O Globo
Matéria de Suzana Velasco, no Segundo Caderno do jornal O Globo, no dia 1 de fevereiro de 2009
Artistas de Rio, Niterói, São Paulo, Belém e Ourinhos ganham o Prêmio Marcantonio Vilaça
É raro que artistas plásticos tenham a chance de ganhar R$30 mil, o acompanhamento de um crítico de arte por um ano, uma exposição itinerante pelas cinco regiões do Brasil e a publicação de um catálogo. Trinta tinham a chance, mas cinco foram os vencedores da terceira edição do Prêmio CNI-Sesi Marcantonio Vilaça, entregue na quinta-feira no Museu da Indústria, de Fortaleza. No dia seguinte, o carioca Eduardo Berliner, a niteroiense Rosana Ricalde, o paraense Armando Queiroz e os paulistas Yuri Firmeza e Henrique Oliveira aproveitaram para conhecer um pouco do trabalho um do outro.
— Ouvindo o Eduardo falar sobre seus cadernos de desenhos, pensei no meu processo de acumulação de objetos, que ficam num quarto de serviço — comentou Queiroz.
Quatro dos cinco já tinham tentado ganhar o prêmio
Com trajetórias de oito a 15 anos de criação, os cinco já têm parte de seus quartinhos de objetos particulares preenchida. Estão num momento crucial da carreira, em que já não são mais iniciantes, mas ainda podem ver suas vidas mudarem a partir de um prêmio. Persistentes, quatro deles já tinham se inscrito no prêmio, que homenageia o galerista e colecionador Marcantonio Vilaça, morto em 2000.
Quando se inscreveu pela primeira vez, Berliner já se dedicava à pintura, após ter se formado em design pela PUC-Rio, onde hoje dá aulas. Enquanto fazia um mestrado na Inglaterra, ele começou a experimentar aquarelas e colagens.
— Passei um ano fazendo colagens, mas pensando em forma de pintura. Quando experimentava no computador, às vezes me proibia de usar o comando “desfazer”, porque isso não seria possível na pintura — conta Berliner, de 30 anos. — Na faculdade, meus trabalhos já eram muito pessoais. O projeto final, em 1999, foi um livro com textos e desenhos meus, e desde então mantenho a prática diária de desenhar.
É um processo que se relaciona com o de Queiroz. O artista paraense também começou fazendo anotações regulares, porém sob a forma do acúmulo de objetos com os quais tinha um vínculo afetivo.
— Já passei quatro anos sem entrar no quarto de objetos. Eu acumulo, e às vezes vem uma água e limpa tudo — diz o artista, que, do trabalho com objetos diminutos, iniciado em 1993, passou a intervenções nas ruas de Belém, como numa instalação no telhado do mercado Ver-o-Peso, em 2005. — Percebi que os objetos poderiam dialogar com os espaços e as pessoas.
Queiroz, de 40 anos, também cria poemas visuais, com objetos e palavras. É aí que ele vê um vínculo com a obra de Rosana. A artista, que hoje vive em Rio das Ostras, faz um trabalho todo vinculado à palavra. Para ela, o momento em que conseguiu unir o conteúdo do texto à sua forma foi na obra “Alfabeto de verbos” (2000), em que todos os verbos da língua portuguesa foram datilografados em painéis.
— Ali eu comecei a fazer algo consciente. Mas, ainda hoje, o resultado visual da minha obra é consequência da escrita — diz ela, que, aos 37 anos, já fez obras inspiradas em textos como “Cidades invisíveis”, de Italo Calvino, e “As palavras e as coisas”, de Michel Foucault.
Rosana se inscreveu na primeira edição do prêmio, mas não foi selecionada. Agora, como os outros quatro, ela foi escolhida pelo crítico de arte Paulo Herkenhoff, pela historiadora e crítica de arte Aracy Amaral e pelo artista plástico Eduardo Frota. Originalmente, foram 353 artistas inscritos.
Premiado ficou famoso ao inventar artista japonês
O único entre os cinco que ainda não havia concorrido ao prêmio é Yuri Firmeza, cuja obra foi chamada de audaciosa e “sem empáfia” por Herkenhoff. Nascido em São Paulo, Firmeza morou 22 dos seus 26 anos em Fortaleza, onde estudou artes na faculdade. Seu nome se tornou conhecido há dois anos, quando ele inventou um artista japonês, Souzousareta Geijutsuka, e divulgou para a imprensa cearense uma exposição no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, com a chancela da instituição. Muitos jornais publicaram reportagens sobre o genial japonês.
— Isso tem repercussão até hoje — conta ele, que costuma se inserir na obra, seja em fotos, vídeos ou performances, muitas vezes nu. — Começaram a dizer “o Yuri é aquele que fica nu”, então vesti roupa de novo.
Também nascido em São Paulo, porém no interior, em Ourinhos, Oliveira foi se fazendo artista aos poucos. Depois de estudar comunicação e artes, ele fez um mestrado em artes na USP, onde, num tapume que viu se decompor durante dois anos, criou sua primeira pintura sobre madeira. Hoje, sua obra ganhou escala monumental e está no limiar entre a pintura e a escultura.
— Até hoje meu pensamento se constrói na pintura. Trato a sobreposição dos planos de madeira como pinceladas, mas essas texturas acabam influenciando minhas telas também.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Arte de rua -artista anônimo

















Fotos tiradas em uma construção em Barão Geraldo.Um servente de pedreiro esculpia na areia um animal toda semana.Fotos Beth Schneider




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MAIS ARTE DE RUA NA ALEMANHA - CAIO E ANA BARINI COLABORANDO MAIS UMA VEZ COM O ANTROPOANTRO

clique para ampliar a foto

Essa foto tem o trabalho de dois artistas: a Xooxs, que sempre usa essas letras e é bem reconhecida. E o bacana é o CUT and GO, que "seleciona" e "recorta" o que ele gosta de street art na rua (lembra recurso de computador, né?), marcando que tinha um trabalho ali. Ele não tira literalmente, mas muitas vezes as pessoas levam, quebram a parede, ou pintam em cima, então é um jeito de registrar o que passou por ali.

Foto de Caio Barini
Texto de Ana Barini