Cubo de Silvia Matos
Sílvia Matos. Ela também está lá, nas linhas de astúcias, de fios e de tramas... Bem no centro, ela também tece, no semicírculo de mulheres/deusas tecelãs, retratadas não mais com tintas e pincéis como costumava fazer (e que beleza são os retratos de Sílvia Matos!), mas com modernos instrumentos digitais! O fundo espelhado e a transparência das fotos refletem e incluem o expectador neste círculo que tece... o quê mesmo? Retratando as artistas do grupo, a obra traz à baila a mútua influência, o fazer junto de uma raridade que é um grupo de artistas que produz coletivamente mantendo, sempre, a individualidade de cada membro. O coletivo faz-se do individual. Ao incluir neste círculo de tecelãs o expectador, o outro, aponta-se para o fato de que a obra de arte é também trabalho de quem a aprecia e não simplesmente de quem a propõe. Como na linguagem, o diálogo eu/outro é constitutivo do fazer artístico (tinha razão Bakhtin).
Lalau Mayrink
Nas linhas de astúcias, de fios e de tramas, elas tecem... ”Alumínio espelhado e plotagem em transparências de imagens das oito artistas do grupo trabalhadas no computador .
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