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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Arte Pública, Grafiti, Arte, Arte, Arte........

Já vi e recebo muitos e-mails mostrando prédios com pintura Trompe D'oeil, Grafitis e esculturas em outros países. Já estamos recebendo bem os grafitis,  algumas praças tem esculturas  mas eu gostaria de ver muito mais arte nas praças, ruas e prédios. Arte de bom gosto, que enriqueça os olhos e a alma independente do estilo. Houve uma época que aqui em Campinas os artistas fizeram um movimento para que todo prédio novo tivesse uma obra de arte. Passaram-se anos e até hoje só vi uma escultura do Caciporé Torres na frente de um prédio, no bairro Cambuí. Que pena! Numa cidade com tantos artistas de qualidade!





Curti essas esculturas de Gilmar Pinna em Ilha Bela. Quem quiser ver mais entre no site http://www.gilmarpinna.com.br/
Postado por Sílvia Matos

sábado, 13 de novembro de 2010

URUBUS DA BIENAL



Pois é, depois de "todo aquele stress" na Bienal, acabei encontrando os dois urubus  na praia de Castelhanos, em Ilha Bela. Estavam tão tranquilos que até me deixaram fotografá-los.
Postado por Sílvia Matos

sábado, 30 de outubro de 2010

Do Baú de Sílvia Matos Ateliê de Criatividade

No dia 20 de outubro pp. o painel Vida em Expansão completou 15 anos de existência em  frente ao Espaço Cultural Casa do Lago, Unicamp. Há 5 anos atrás houve uma comemoração dos seus dez anos, no mesmo Espaço Cultural, com fotos do processo todo da fatura do painel. Aliás, se alguém estiver interessado em fazer um painel deste porte, em argila, tenho todas a informações e o know-how.

"A idéia do painel surgiu a partir da segunda metade de 1993. Cansada da falta de respeito reinante no país e no mundo, convidei meus alunos a fazer um painel onde cada um pudesse expressar individualmente o respeito à vida, às idéias e principalmente à cooperação. Foram sete meses de muito trabalho, ao mesmo tempo individual e coletivo, onde energias positivas fluiram,um enriquecendo-se com a experiência do outro. E, para que mais pessoas pudessem compartilhar dessa experiência, resolvemos doar o painel a Barão Geraldo, Campinas e assim ele foi colocado na Unicamp onde recebeu o respeito que todo ser busca."
 Sílvia Matos.

 Painel de cerâmica na frente do Espaço Cultural Casa do Lago, Unicamp
Painel de argila no chão do Ateliê antes de ser queimado

Os participantes desta obra foram: Alcina C. Veras, Alessandra L. Croquevielle, Amélia M.S. Marshall, Ana Maria F. de Oliveira, Ana Possenti, Beatriz Cuyabano, Carina Naufel, Carolina C. Machado, Carolina F. Fonseca Ribeiro, Isabel N. dos Reis, Laura Mayrink-Sabinson, Lia Sabinson, Lurdes Coelho, Lúcia R. Barnabé, Luiz Fernando Rubio, M.Olímpia Nogueira, M. Silvia Von Zastrow Aerny, Mariana N. dos Reis, Marilandi L. Carvalho, Marilei de Paiva Lopes, Marlei G. Nascimento, Mauro S. Ribeiro, Nara Ursolino, Sônia Pressa, Teo G. E. Mata, Vera Costa e Walma Magalhães, variando suas idades de 8 a 80 anos.

Sílvia Matos interferiu na obra colocando os arcos para dar uma unidade à mesma, representando a expansão em ondas formadas no espelho d'água pela queda de uma pedra na sua superfície.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A Book about Death - Um Livro sobre a Morte

Exposição no MUBE, Museu Brasileiro da Escultura, São Paulo, de 03 a 27 de fevereiro “Um livro sobre a morte” é um projeto colaborativo concebido pelo artista norte-americano Matthew Rose na Emily Harvey Foundation Gallery, em Nova York. A exposição original ocorreu durante o período de 10 a 22 de setembro de 2009. Cerca de 500 artistas participaram, cada um deles contribuiu com uma série de 500 obras de arte sob a forma de cartão postal, obras de tamanhos variados criadas especialmente para compor páginas desacopladas de um possível livro sobre a morte.

Imagem de Sílvia Matos
Imagem de Vane Barini

Imagens de Olívia Niemeyer



As artistas, Vane Barini, Sílvia Matos e Olívia Niemeyer participaram deste evento . Lalau Mayrink, Beth Schneider, Olívia Niemeyer e Sílvia Matos foram ver a exposição e gostaram muito de todos trabalhos que viram . A montagem também estava excelente.
Mais informação sobre a exposição e vídeo http://umlivrosobreamorte.blogspot.com/2010/01/silvia-matos-224.html

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SÍLVIA MATOS: ARTISTAS EDUCADORES - PARTE 3


O ENSINO DE ARTES PLÁSTICAS EM CAMPINAS
ARTISTAS EDUCADORES
3ª parte

A primeira escola de arte e o Ensino Acadêmico e Impressionista


A primeira escola de artes plásticas, em Campinas, foi fundada por Joaquim Olavo Sampaio. Em 1941 "seo" Olavo, como era conhecido, fundou duas escolas: a Escola de Desenho e Tecnologia e a Escola de Desenho e Pintura Campinas . A segunda, que nos interessa, mantinha um curso completo de ensino artístico a ser realizado em tres anos e foi muito importante por quase 40 anos. Em 1988 ainda existia, sob outra direção mas devido ao desenvolvimento das artes em Campinas, perdeu sua projeção. Fedor Krutinsky foi aluno desta escola e a partir de 1977 assumiu como professor , várias aulas . Thomaz Perina no início de sua carreira também deu aula nesta escola (falarei sobre ele mais adiante).

Paralelamente ao ensino acadêmico da Escola de Desenho e Pintura Campinas, vários artistas acadêmicos e impressionistas desenvolveram um trabalho de ensino através de aulas particulares. José Ferraz Pompeu, o Pompeuzinho foi um desses artistas. Na década de 40 tomou aulas com o pintor italiano Orestes Pezzoti e com ele aprendeu que a natureza e o trabalho contínuo eram bons professores. Pompeuzinho teve vários alunos aos quais ensinou a pintar a natureza conforme os olhos a vêem. Aldo Cardarelli foi outro artista acadêmico que se manteve nessa linha durante toda a sua vida e teve vários alunos. Na realidade as paisagens desses dois artistas já caminhava para o impressionismo. Outro artista e professor no estilo neo-clássico, foi Coluccini que ministrava aulas de escultura em seu ateliê , na escola "Gabriele D'Annuncio" e no Centro de Ciências Letras e Artes. É dele o Monumento às Andorinhas, em frente ao Museu de Arte Contemporânea "José Pancetti".












sábado, 28 de novembro de 2009

CIRCULAÇÃO DA ESCULTURA QUE NÃO DEU CERTO NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO 30 ANOS ARTES VISUAIS CAMPINAS

A Escultura que não deu certo participou da Exposição acima, no MACC, como uma instalação: Vendo a vida passar, na qual o boneco está assistindo suas Circulações por eventos, participações em arte e viagens pelo mundo. Como não podia deixar de acontecer, acompanhado por Beth Schneider e Lalau Mayrink, mais uma vez ele circulou pelo espaço, vendo as obras dos outros artistas.




















































Texto e fotos de Sílvia Matos

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MAIS DE INHOTIM - VIDEO NO YOUTUBE E FOTOS COM EXPLICAÇÕES DE SÍLVIA MATOS


Segue o link do vídeo de Inhotim que coloquei no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=M7x0vN-8VeU

O vídeo dá uma passeada rápida em Inhotim.

Aos poucos vou enviando fotos e explicações das obras. Vejam abaixo:

John Ahearn e Rigoberto Torres - Rodoviária de Brumadinho, tinta automotiva sobre fibra de vidro 530 x 1300 x 20 cm
John Ahearn e Rigoberto Torres - Abre a Porta, tinta automotiva sobre fibra de vidro 530 x 1300 x 20 cm

Esses dois artistas passaram 12 meses em Inhotim estudando o povo da região no qual basearam esses dois painéis, atraindo assim a atenção para o patrimônio cultural local.

Video, fotos, texto de Sílvia Matos


domingo, 22 de novembro de 2009

SILVIA MATOS E O DIÁRIO DA VIAGEM A INHOTIM

Gente, eu aaaaaaameeeeeeeeiiiii!

Uma viagem a Inhotim

Quarta feira, 8;30 horas saída de Campinas . Chegada em Brumadinho (6 km de Inhotim) às 16:30. Reserva de suite de luxo = zebra, atendimento péssimo. Procura por outras Pousadas e Hotéis. Tudo lotado com funcionáros da Vale, Petrobrás, etc. Finalmente mineiros simpáticos e prestativos. Telefona daqui e dali e uma alma caridosa diz que apesar de só hospedar a partir de quinta (como todas as outras em Casa Branca - 26 km de Inhotim), nos recebe e até encomenda uma pizza para o jantar (está tudo fechado). É a Pousada Morada dos Pássaros - Av. Casa Branca, 524 (veja Guia 4 Rodas) F. (31) 9266-5393 cuja dona , Alessandra Alves Moreira é fora do comum e leva a palavra anfitriã ao extremo. Joaquim e Benedita adoraram e fizeram questão de ser fotografados sobre o Anjo da entrada (tem tudo a ver). Além do fator humano, o lugar é super confortável, agradável e tem aquele café da manhã extra mineiro. Faço essa propaganda pois eu incorri no erro de achar que como Brumadinho era mais perto de Inhotim, era melhor. Ledo engano. Vale a pena os 26 km de terra de Casa Branca até Inhotim pois a estrada é toda arborizada e a vista maravilhosa (veja a seguir)



Quinta feira, estrada de terra, poeira, calorão apesar das sombras das árvores, vista deslumbrante. Brumadinho, obras no caminho de Inhotim, mas muito bem sinalizado. Entrada do parque. Surpresa! Calçamento em pedra mineira, 1 funcionário tomando nota de quantas pessoas estão no carro, outros indicando um dos estacionamentos aberto. Jardins maravilhosos. A minha primeira impressão foi de estar numa ilha da fantasia. O contraste é gritante. Chega de escrever. Agora vejam:







Doug Aitken - Nesse pavilhão imenso, a gente chega com carrinho pois fica bem longe. Nossas esculturas portáteis foram fotografadas em frente à obra pois não se pode fotografar dentro de nenhuma obra . A vista é maravilhosa (pena não poder fotografar)Conforme a direção que você caminha ,os vidros se embaçam com se fosse uma névoa. O som é transmitido de dentro da terra (200 m) e é bem interessante.


Fotos e Texto de Sílvia Matos



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SÍLVIA MATOS: O ENSINO DE ARTES PLÁSTICAS EM CAMPINAS - ARTISTAS EDUCADORES - 2ª PARTE

O ENSINO DE ARTES PLÁSTICAS EM CAMPINAS
ARTISTAS EDUCADORES
2ª parte
O Ensino de Artes Plásticas na primeira metade do séc. XX


A partir de 1901, por influência das idéias positivistas que imperavam no país, o ensino de desenho foi incluído nos colégios oficiais e particulares. Marcelino Velez, escultor famoso - é dele o Mausoléu dos Voluntários Constitucionalistas, situado ao lado da entrada principal do Cemitério da Saudade em Campinas - ministrava aulas de desenho pedagógico na Escola Normal "Carlos Gomes". O ensino de desenho na época visava a formação da mão de obra especializada. Assim, no início do sec. XX, o ensino de artes plásticas, em Campinas, ficou restrito à iniciativa privada . Neste sentido, o Centro de Ciências, Letras e Artes, fundado em 1901, teve um papel importante na vida cultural da cidade. Em sua sede aconteceram exposições de Bendito Calixto, Oscar Pereira da Silva, Parreira, Pedro Alexandrino, Nicolina Vaz, Lasar Segall e Campos Aires. Datam dessa época os primeiros anúncios de aulas particulares de pintura e desenho publicados na revista do CCLA. Veja anúncio abaixo :

Marcelino Velez

Anúncio de Aulas Particulares de Pintura e Desenho


Notícia na imprensa local


Mais informações no site www.silviamatos.art.br

segunda-feira, 18 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

TURISMO CULTURAL DE SÍLVIA MATOS. ELA DESCOBRIU ALEX VALLAURI EM CUNHA.


Os Acrobatas na sala de estar da Pousada dos Anjos.

A Rainha do Frango Assado

A Rainha do Frango Assado na sala de jantar.
Fotos de Sílvia Matos

Turismo Cultural
Sílvia Matos

Fui viajar para fugir de tudo, casa, arte, projetos e escolhi (praticamente sem querer) uma pousada em Cunha que era só arte. Adorei e acabei conseguindo material para o nosso blog.




Ao escolher pousadas em Cunha, uma, em particular, me chamou a atenção, por ter como símbolo Os Acrobatas do Alex Vallauri. (em 1985 foi a primeira vez que vi uma Bienal de São Paulo e me impressionou muito a instalação do AlexVallauri - A Rainha do Frango Assado - a qual nunca esqueci). Assim optei pela Pousada dos Anjos, pelas fotos do lugar e pelo símbolo que me intrigou. De acordo com o dono, Marco Santilli (escreverei sobre ele mais tarde), que era amigo do Vallauri, ele conseguiu permissão da mãe do artista para usar esse símbolo. Na sala de estar tem uma cópia da gravura Os Acrobatas e na sala de jantar a obra com a bota preta de salto fino da Rainha do Frango Assado. A Pousada é toda decorada com obras de arte e tem até uma cópia de uma escultura do Calder. Mas no momento vou escrever sobre Alex Vallauri porque, apesar dele já ter morrido em 1987, a arte da qual ele foi precursor, está sendo expandida pelos coletivos e grafiteiros.




Alex Vallauri (Asmara / Etiópia, 1949 - São Paulo, 27 de março de 1987),grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Mesmotendo nascido no continente africano sua nacionalidade era i italiana.




Veio para o Brasil com a família no ano de 1965. Formado em ComunicaçãoVisual pela Fundação Armando Álvares Penteado (instituição em que alguns anos mais tarde ministrou desenho), se especializou em Artes Gráficas no Litho Art Center na Suécia. Estudou desenho no Billy Accioli na Inglaterra e freqüentou o Pratt Institute nos Estados Unidos (estudando Artes Gráficas efazendo grafites nos muros da cidade).




Pioneiro na arte do grafite no Brasil, Alex usou outros suportes além dos muros urbanos; estampou camisetas, bottons e adesivos. Para ele, o grafite era a forma de comunicação que mais se aproximava do seu ideário de arte para todos. As imagens apresentadas em seus trabalhos eram de simples e rápido entendimento, pois ele acreditava que uma vez expostas em meio ao caos da cidade, as imagens deveriam ser de imediata compreensão.




No final dos anos 70, o grafite de uma bota preta, de salto fino e cano longo, foi um dos trabalhos do artista - produzido e inserido na paisagem urbana - no anonimato. Na mesma época, enviou para artistas e amigos uma seqüência de postais manufaturados que consistiam em cópias de cartões postais, contendo edifícios históricos da cidade, com a intervenção do carimbo da bota preta sobreposto aos arranha-céus e com frases sobre a invasão da bota na cidade. Essa série , A Rainha do Frango Assado, foi também tema da instalação apresentada na 18ª Bienal de São Paulo, em 1985 (toda registrada pelo fotógrafo Marco Santilli).




Em 1998, foi realizada uma retrospectiva de sua obra - Viva Vallauri, no Museu da Imagem e do Som - MIS, São Paulo ( na ocasião, o diretor dessa instituição era Marco Santilli).(informações sobre o artista tiradas do Google)