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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

MUSEU DO VAZIO - A PROPÓSITO DE GRAFITE E PICHAÇÃO

Em outubro, Beth Schneider mandou as três primeiras fotos abaixo, feitas por ela no Santander Cultural de Porto Alegre. Ela não se lembrou do nome do autor do grafite, que ocupava as paredes do local dedicado à cultura e às artes. O grafite, como sabemos, é atualmente aceito como arte e tem sido acolhido por instituições como museus e galerias de arte de todo o mundo.




A foto abaixo tem aparecido em jornais impressos e na internet. Foi tirada durante o início da 28ª Bienal de São Paulo - "em vivo contato" ou, como também ficou conhecida, "a bienal do vazio" - na ocasião em que foi invadida por um bando de jovens pichadores que, "em vivo contato", picharam as paredes deixadas em branco no espaço vazio.
Boletim de ocorrência, uma pichadora presa em "flagrante" por "danificar o patrimônio público".
Os pichadores reivindicam o estatuto de "arte" para o que fazem. Os grafiteiros já passaram por isto. Eles também eram "fora da lei", não faz tanto tempo assim. Grafite já foi considerado "ato de vandalismo", agora comparece como convidado até na fachada da Tate.
A moça continua presa. A polêmica está reinstalada. Pichação é ou não é arte?

Lalau Mayrink


quarta-feira, 23 de abril de 2008

A POLÊMICA RENDE MÍDIA E FAMA - MAS ISTO É ARTE?

Pelo visto, essas "manifestações artísticas" polêmicas, como as propostas de "expor pessoas moribundas" ou "cães famintos", rendem fama e midia aos "artistas".
A página www.globo.com traz, hoje, uma longa reportagem sobre a "obra artística" Exposición no. 1 de Guillermo "Habacuc" Vargas, o artista do cão faminto na galeria, que gerou até um abaixo assinado on line de pessoas que se horrorizaram com a obra ou com ouvir falar dela.

Transcrevo aqui o parágrafo Opiniões, que fecha a referida reportagem:

"Para a professora aposentada da USP e uma das mais respeitadas arte-educadoras do país, Ana Mae Barbosa, pensa que "Exposición nº 1" "extrapola os limites da ética no sentido de que mantém um ser vivo propositadamente preso, à beira da inanição. O objetivo é extremamente político. Não tenho nada contra a relação da arte com a política nem contra usar a arte para protestar politicamente, mas, na minha opinião, o artista incorreu em um erro".
"Mesmo se tudo isso for uma farsa, pode ser extremamente perigoso. Uma farsa vai induzir a uma interpretação [da obra] farsante. É um tipo de provocação que passa dos limites da educação humanística", completa Ana Mae.
A artista, pesquisadora e professora da Universidade de Caxias do Sul (RS) Diana Domingues, especializada em arte contemporânea, também concorda. "Em qualquer campo da atividade humana deve haver respeito à ética. A própria arte cobra esse respeito", diz."
Atenção:
Isto aqui em baixo não é arte!
É só uma foto de cãezinhos bem tratados:


"Tobi e Romeu" - foto Lalau Mayrink

Texto de Lalau Mayrink