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sábado, 20 de outubro de 2012

Exposição Caminhos... Galeria de Arte da Unicamp




A exposição Caminhos... traz várias camadas que fazem parte de minha mente e carreira artística e eu a ofereço para que cada espectador possa contemplá-la de acordo com sua própria experiência e memória.
                                                Sílvia Matos                                                             

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A ARTE EM CAMPINAS ESTÁ DE LUTO!

Retrato de Alberto Teixeira feito por Sílvia Matos

Infelizmente hoje faleceu um grande artista de Campinas. Era natural de Portugal mas vivia em Campinas desde o ano de 1973. A primeira vez que me encontrei com a arte de Alberto Teixeira foi numa retrospectiva sua em 1978, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti. Na ocasião eu ainda não trabalhava com arte e ao visitar o Museu com meus dois filhos pequenos, um senhor se aproximou e perguntou-me o que eu achava das pinturas. Eu muito inocentemente respondi que havia gostado muito das primeiras obras (que eram figurativas) mas que as outras com tons de verde e vermelho fortes, eu não entendia. Meu filho mais velho me puxou de lado e cochichou no meu ouvido: "Mamãe, este é o artista". E, assim fiquei conhecendo Alberto Teixeira! Com o passar dos anos fui me dedicando à arte e em 1987, fiz a pesquisa "Artistas Educadores de Campinas" e aí pude ter um contato mais profundo com esse grande artista. Fiz seu retrato mas  na ocasiãoAlberto não achou que se parecia com ele, apesar da namorada dizer que sim, o retrato era fiel. Enfim, tive a sorte de ter outros contatos com ele e quanto mais o tempo passava, mais amável ele se tornava em relação à mim, meu trabalho e ao trabalho do Grupo Antropoantro. Que pena! Ainda planejava entrevistá-lo novamente...................

Grande Contrastante, 1970, óleo sobre tela, 150 x 195 cm - A tela que na minha falta de conhecimento não entendia e que agora amo.

Esta é a minha humilde homenagem  e a do Grupo Antropoantro a Alberto Teixeira .

domingo, 20 de março de 2011

Anônimas



Nas minhas andanças tenho visto  no meio do mato verde, flores minúsculas, algumas com 5 mm e outras até 10 mm mais o menos. Resolvi fotografá-las dando-lhes outra dimensão e como não sou botânica, resolvi chamá-las de Anônimas (principalmente porque passam desapercebidas pela maioria das pessoas que curtem as flores mais conhecidas, bem visíveis e comerciais.
Sílvia Matos

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER . Homenagem à Nicolina Vaz de Assis

Nesse dia quero homenagear esta mulher guerreira, talentosa  e bonita como podem ver na sua foto, que quase não é conhecida.  Nicolina Vaz de Assis nasceu em Campinas em 1874. Casou-se aos 16 anos, teve vários filhos e filhas e logo ficou viúva. Como já tinha vocação para a arte, premida pela necessidade, tornou-se escultora autodidata e vendia seu trabalhos. Aos 23 anos de idade ganhou uma subvenção do governo de S. Paulo para estudar na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.  Em 1903 conseguiu do governo do estado de S.Paulo uma bolsa de estudos para Paris. Como a pensão era só para homens, houve uma polêmica em torno do caso. "Surgiram dúvidas. As dúvidas geraram debates. A questão repercutiu no Congresso. E este decidiu a favor de Nicolina Vaz" (Diário  do Povo 19/4/55)

É lamentável que a primeira escultora do Brasil,com mais de 500 obras, sendo boa parte delas no Rio de Janeiro, algumas em São Paulo, Belo Horizonte, Petrópolis, e outras na França, Itália e Portugal, seja ignorada nos livros de História da Arte. (Vale uma ressalva para o Dicionário de Artes Plásticas do Brasil de Roberto Pontual - pg. 42 e Dicionário de Artes Plásticas no MEC.)

Parte da palestra dada  por Sílvia Matos no Dia Internacional de Mulher, no Rotary de Campinas, em 1999.

Pesquisa feita no acervo da bibliotecária M. Juiza Pinto de Moura (outra grande mulher), no Centro de Ciência, Letras e Artes de Campinas e no acervo de Falchi Trinca, na Memória da Unicamp.

Parabéns à todas as mulheres, em especial às artistas. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(In)veja de ântropa - "David Hockney pinta em iPhone e iPad"

 Hockney trabalhando no "Mergulhador" da série "Piscinas de papel"  -  1978
 Desenho no iPhone - 2010
Sr. e Sra. Clarke y Percy - pintura em acrílica (não sei a data certa, mas é bem anterior a 1978)

Essa notícia saiu na Folha  de S.Paulo de quarta-feira, dia 29 de dezembro. Na realidade David Hockney é um artista inglês que aproveita bem seu talento e as novas oportunidades. Em 1978 ao visitar um amigo, Kenneth Tyler, em Nova York, ficou entusiasmado com a fatura de papel na Tyler Graphic Ltd.  Convidado pelo amigo a participar de um workshop acabou ficando lá por três  meses. Nesse período,  criou com "massas de papel" e inventos de novas técnicas junto com seu amigo, 29 pinturas-papéis prensados e coloridos aos quais deu o nome de "Piscinas de papel". Nesse trabalho o artista que sempre desenhou muito bem e com bastante detalhes, teve que se adaptar à nova mídia e desenhar o mais simples possível. Agora em 2010 ele lança essa nova série de desenhos digamos "virtuais" pois se forem impressos perderão a luminosidade dada pela tela dos aparelhos.  Mais uma vez o desenho teve que se adaptar à nova mídia mas como dá para notar, o artista é o mesmo. O interessante é que as galerias em geral e a Sotheby ainda não sabem como poderão comercializar esses desenhos.

FELIZ ANO NOVO E NOVAS PESQUISAS E AVENTURAS A TODOS
Sílvia Matos