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segunda-feira, 30 de março de 2009

O GRAFITE VIROU 'NOVA ARTE PÚBLICA' NO DIA 27 DE MARÇO, DIA DO GRAFITE

Grafites espalhados pela cidade de São Paulo. Foto: Thais Caramico /AE

A foto acima e o texto abaixo apareceram na internet no dia do grafite, 27 de março. Curioso que, ao ser aceito como Arte, o grafite tenha mudado de nome... Agora é a "nova arte pública". Parte do sistema da Arte.

Quando será que isto vai acontecer à pichação?

Lalau Mayrink



Grafite muda de nome e vira 'nova arte pública'
No Dia do Grafite, arte que ocupa muros de cidades ganha novo nome e os grafiteiros viram 'artistas públicos'
Thais Caramico, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Aqueles desenhos coloridos que volta e meia aparecem no muro de alguma rua cinzenta da cidade - para deixá-la (geralmente) mais interessante - não se chamam mais ‘grafite’. Seu nome agora é ‘nova arte pública’. Não quer dizer que os grafiteiros passaram a sair por aí dizendo que são ‘novos artistas públicos’, é verdade. Mas esse foi o jeito que a turma da arte achou para se referir a um conjunto de trabalhos que incorpora técnicas variadas, tem estilo apurado e se relaciona tanto com o passado do grafite quanto com a pintura tradicional.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MAIS ARTE DE RUA NA ALEMANHA - CAIO E ANA BARINI COLABORANDO MAIS UMA VEZ COM O ANTROPOANTRO

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Essa foto tem o trabalho de dois artistas: a Xooxs, que sempre usa essas letras e é bem reconhecida. E o bacana é o CUT and GO, que "seleciona" e "recorta" o que ele gosta de street art na rua (lembra recurso de computador, né?), marcando que tinha um trabalho ali. Ele não tira literalmente, mas muitas vezes as pessoas levam, quebram a parede, ou pintam em cima, então é um jeito de registrar o que passou por ali.

Foto de Caio Barini
Texto de Ana Barini

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

UM CONVITE PARA ARTE NA RUA EM NITERÓI

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Este convite chegou agora no e-mail do Antropoantro.
Mas é preciso convite para se ver Arte na Rua? Claro que, para quem vive em Campinas, é bom saber que há Arte na Rua em Icaraí, Niterói. Porém...
Um convite formal, com data, horário de abertura e nomes dos expositores não deturpa o que deveria ser o sentido da Arte na Rua? Algo aberto ao público, até certo ponto anônimo (porque os artistas costumam assinar suas obras de vez em quando mas nem sempre), não submetido às convenções que "regem" as artes? A rua transformada numa grande galeria de arte, num museu de arte com curadoria, apoios de peso (no caso, a pós-graduação) não tira o sentido original da Arte na Rua?
A arte na rua surgiu da luta de artistas anônimos, sem lugar nas instituições e mercados de arte, para mostrar seu trabalho. Se institucionalizam a rua, isto implicaria que daqui para a frente alguns serão banidos também deste espaço democrático? Não serão mais aceitos nem como "artistas da rua" (o que já acontece com os pichadores, né?)...
São só dúvidas de uma ântropa que tenta entender o que é ou não é arte...
Lalau Mayrink

domingo, 16 de novembro de 2008

MUSEU DO VAZIO - MANEIRAS DE ENCHER UM VAZIO - VIROU MODA MORAR NO MUSEU

Virou moda morar no museu ou bienal. Agora é arte. A bienal daqui, além de ter um morador, também troca sua chave de casa pela da porta da bienal.
Beth Schneider


O artista belga Carsten Höller criou uma instalação que reproduz um quarto de hotel dentro do Museu Guggenheim, em Nova York, e que abrigará hóspedes durante a noite.
A instalação Revolving Hotel Room (Quarto de Hotel Giratório, em tradução literal) traz a mobília tradicional de um quarto de hotel sobre quatro discos de vidro giratórios. Durante o dia, a obra pode ser vista como parte da exposição theanyspacewhatever e à noite, o quarto é reservado para visitantes que queiram passar a noite no museu.
A oportunidade de se hospedar na instalação luxuosa de Höller e de passear pelo Guggenheim quando o museu está vazio, no entanto, não sai barato. O custo do pernoite varia entre US$260 (R$581) durante a semana e US$ 799 (R$ 1788) nos finais de semana e inclui café da manhã. Cada hóspede pode passar apenas uma noite no museu e a instalação abriga no máximo duas pessoas por noite. A exposição theanyspacewhatever, da qual a instalação Revolving Hotel Room faz parte, tem como objetivo ir além das artes visuais, aproximar a experiência artística do cotidiano e ampliar as convenções tradicionais dos museus.
A artista canadense Angela Bulloch irá transformar o teto do museu em uma constelação artificial de estrelas. A francesa Domonique Gonzalez-Foerster usará uma instalação sonora para "tropicalizar" uma das rampas do museu. O britânico Liam Gillick intervirá nos serviços de sinalização do Guggenheim, para "reorientar" a experiência dos visitantes no espaço e na exposição.
(Foto e texto da BBC.Brasil.com)

Agora, um video do morador da 28ª Bienal de São Paulo



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segunda-feira, 21 de julho de 2008

ARTE/NÃO-ARTE

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Eu sou artista. Eu quero que isto seja visto como arte.

Minha homenagem à Lívia, Maísa, Luísa, Sophia, Adriano, Rafaela, Elisa, Bruno, Felipe, Pedro, Gabriel, João Vitor, Carlos Eduardo, Fernanda, Raphael, Daniel, João, Dudu... e, claro, também à Lia que colecionou todos esses Bichos...Bichos...Bichos...

Lalau Mayrink

domingo, 20 de julho de 2008

Pichação é arte ou vandalismo?

osgemeos - gigante na fachada da Tate

pichação - numa fachada qualquer

No dia 18 de julho, uma manchete na Folha on Line chamou a atenção das ântropas: Escola expulsa aluno que vandalizou prédio para discutir arte.

A notícia conta que o rapaz comandou uma ação em que jovens, alguns mascarados, pintaram a fachada e outras dependências da escola de Artes com "letras pontudas de difícil decifração que caracterizam a pichação paulista"!

A ação aconteceu de noite, os rapazes esconderam as latas de spray debaixo das roupas como fazem os autênticos pichadores e houve troca de socos e pontapés com seguranças e prisão pela PM que foi chamada ao local. O rapaz considerava a ação como seu trabalho de conclusão do curso, mas a professora da matéria e a direção da escola consideraram a ação como um ato de vandalismo e o rapaz acabou expulso às vésperas da formatura.

Isto traz de volta a velha questão: o que é arte, o que não é.

O grafite já é considerado arte. A Tate, inclusive, já convidou grafiteiros para expor seu trabalho em sua fachada.

Mas a Tate ainda não convidou pichadores para expor lá as pichações.

Grafite é arte. Pichação é adrenalina, é vandalismo, é proibido...

Grafite também já foi, agora é permitido, é bonito, é expressão artística...

Grafite é desenho.

Pichação não é.

Não é mesmo? Por que? Se letras são desenhos, vieram de desenhos (basta saber um pouco da história da escrita).
Algum dia a pichação será considerada arte?
A respeito desta polêmica, segue um texto de Olívia Niemeyer, que discute a questão da oposição ARTE/NÃO-ARTE:
ARTE/NÃO-ARTE
Olívia Niemeyer
Nunca vamos conseguir resolver a oposição arte/não-arte. Não podemos dispensá-la nem aceitá-la como ponto pacífico, como verdade absoluta, sem discutir seus limites de todas as formas que soubermos.
Herdamos dos gregos a possibilidade de organizar nosso pensamento a partir de oposições, confiamos na possibilidade de estabelecer limites bem demarcados entre dois termos opostos e de considerar que um dos termos é inferior, ou secundário, ou complementar do outro. Segundo Jacques Derrida, pensamos a partir de dicotomias hierarquizadas. E isso é válido também para a questão artística.

As dicotomias na história da arte segundo Gombrich

Para Gombrich (teórico que inspirou Thomas Kuhn, o autor que fala de ‘mudança de paradigma’, citado por Romano Affonso de Sant´Anna no texto que você enviou), a preocupação normativa com rótulos e classificações levou à criação de várias dicotomias (uma “proliferação de polaridades”) ao longo da história da arte. Ele cita: sublime e belo, ingênuo e sentimental, ótico e háptico, aditivo e divisório, fisioplástico e ideoplástico, linear e pictórico, forma fechada e aberta, clareza e obscuridade, multiplicidade e unidade. E, naturalmente, podemos acrescentar arte e não-arte, a preocupação maior de artistas, críticos, teóricos e apreciadores de arte. Podemos também observar que o grande número de polaridades já aponta para uma diversidade impossível de ser contida dentro, justamente... de polaridades.

Essa proliferação de dicotomias ao longo da história da arte (e em todos os campos do pensamento ocidental) não é inútil e, assim como rótulos e classificações, contribuem para organizar nosso saber e continuam sendo pertinentes para explicitar e comunicar um conhecimento, sobretudo depois que reconhecemos seus limites e os pressupostos que lhes servem de base.

A questão então é examinar quais os pressupostos atuais que nos servem de paradigma para podermos dizer o que ‘é’ arte e o que ‘não é’. Qual arte é, atualmente, considerada séria (a que está nos museus e galerias?) e qual é a não/séria? (a do grafiteiro? A do aluno que foi expulso da faculdade?). Qual arte está, atualmente, dentro do campo artístico e qual está fora? Como sabemos que ultrapassamos esse limite (não demarcado) entre arte/não-arte. Para mim, é claro, o filósofo que melhor examina os limites e os pressupostos das dicotomias é o Jacques Derrida.

A questão do limite

O limite marca um espaço em volta de um território geopolítico, de uma obra de arte, de um texto, determina o lugar onde uma coisa termina e a outra começa. A história da arte sempre se ocupou em examinar e justificar suas fronteiras, traçando-as repetidas vezes e de diferentes maneiras. Concebeu, estabeleceu e.... transgrediu esses limites, transportando o que era visto como ‘fora’ do campo da arte para ‘dentro’ de seus limites. Duchamp consegue isso, ao colocar a roda de bicicleta ‘dentro’ de um museu.

A auto-imunidade segundo Derrida.

Podemos apreciar melhor a questão da apropriação ou transbordamento entre limites pela noção de auto-imunidade na forma que é desenvolvida por Derrida em seus últimos textos (como Voyous
[1], e na entrevista “Auto-imunidade: suicídios reais e simbólicos”[2]).
Numa longa nota de rodapé Derrida tenta explicar o uso desse termo retirado da biologia e articulado, por ele, à religião, à ciência, à democracia. E que eu gostaria de aproveitar para pensar a arte contemporânea.
O sistema imunológico protege nosso organismo contra agressões externas, cria fronteiras para nos defender contra o que não faz parte do nosso corpo, contra o que está ‘fora’, como vírus e bactérias. Mas, ao mesmo tempo, precisa abrir suas fronteiras, por um processo de auto-imunização, para o estrangeiro, para a aceitação do outro, aceitação de algo que não é propriamente seu, por exemplo, um órgão transplantado, um enxerto. A auto-imunidade é vista, portanto, não somente como ameaça, mas também como a possibilidade de sobre-vida do corpo, da democracia, do texto.
O que é conceituado como arte em determinada época deve permanecer atento às suas fronteiras (não pode aceitar um ‘vale tudo’, não pode se deixar contaminar pelo que está ‘fora’), mas não pode deixar de se abrir para o outro, para as novas formas do fazer artístico.
O paradoxo de ter de se situar dentro do que os críticos consideram arte e a necessidade (para a sobrevivência dessa própria arte) de aceitar o que está ‘fora’ gera, certamente, um desencorajamento no artista, e naqueles que apreciam arte. Mas essa é uma provação necessária. Arte não é feita por meio de um projeto tranqüilizador, sem aporias, sem contradições, sem a indecisão que gera decisões corajosas e responsáveis. Para Derrida, não há decisão nem responsabilidade sem a prova da aporia ou da indecidibilidade.
O artista, ao fazer sua obra, assume um risco, sem garantias e sem proteção, consciente da possibilidade do seu trabalho não ser aceito como ‘arte’, de não ser séria, de estar oferecendo somente uma ilusão, uma fraude ao seu espectador.
Não podemos deixar de acrescentar que nem todos nossos projetos artísticos se equivalem, há aqui uma questão de limite, de fronteira entre erros e acertos... com toda a riqueza problemática do limite, com toda sua economia e estratégia, como está sendo discutido aqui. Muitas vezes, o limite do erro só é visto depois de transposto, na observação do outro (de um crítico, por exemplo) ou na sua própria crítica depois de um certo tempo, de um certo afastamento, quando a própria obra é examinada como se fosse a obra do outro.

[1] Derrida, J. (2003). Voyous. Paris : Editions Galilée.
[2] Borradori, G (2004). ‘Auto-imunidade: suicídios reais e simbólicos’, em Filosofia em tempo de terror - diálogos com Jürgen Habermas e Jacques Derrida (tradução de Philosophy in a time of terror por Roberto Muggiati). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. (N.da T.).




segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Encucações do Antropoantro - O que é Arte?

Estávamos guardando o diálogo de e-mails para postagem posterior, mas hoje saiu um artigo muito interessante no jornal Folha de São Paulo, assinado por Luciano Trigo (Caderno Ilustrada, página E7), sob o título É de fama e dinheiro que se trata a arte?. Consideramos que nossa "conversa" (datada de setembro/2007) vem a calhar.

De Lalau para o grupo:
Não sei se vocês receberam um convite para uma exposição na Unicamp. Junto veio um release, do cara que organiza a exposição. Li o release e fiquei pensando se arte contemporânea é esse palavrório todo - para dizer a verdade, não entendi patavinas do que são os trabalhos. Acho que só indo ver mesmo, para ter idéia. Será que arte precisa explicação? Ou arte é algo que se vê, se sente, mexe de alguma forma especial com a gente (mesmo em termos de gostar/não gostar)? Há alguns trabalhos de "arte contemporânea" que têm que ser tão explicados que eu fico na dúvida se serão mesmo algo que mereça ser considerado arte. DIGAM ALGUMA COISA!

De Sílvia para o grupo:
Eu recebi. Comecei a ler e logo desisti. Para mim palavreado “difícil” é para se sentir superior. Poucas pessoas entendem e as outras se sentem “burras...“ Realmente, se a gente tem que explicar muito fica como “A Palavra Pintada” de Tom Wolfe. Há mais de 15 anos atrás ele já criticava esse tipo de coisa.

De Olívia para o grupo:
Lalau, a questão que vc levantou (a obra de arte dispensa comentários? fala por si própria?) me interessa sim, o que está 'fora' (inclui os textos, os comentários dos críticos e do espectador, o seu valor venal, etc) e o que está 'dentro'? é o que o Derrida (sorry, atualmente não sei - nem posso - pensar sem o tio Jacques) chama de lógica do parergon ('para' significa fora, ao lado, etc. E 'ergon' significa obra). É justamente o primeiro ensaio do livro que eu estou traduzindo. A questão para ele é ligada ao fato de que nossa cultura ainda pensa por dicotomias (fora/dentro, por exemplo, é outra maneira de dizer sujeito/objeto, o sujeito estaria absolutamente separado do objeto, do mundo, e poderia falar sobre ele com neutralidade, clareza, etc.Poderia afirmar sem equívoco : isto é arte, ou isso está dentro ou fora da arte) Como vc vê, inclui a questão da linguagem (estaria ela 'fora' da obra?). Para o Derrida, devemos nos aproximar de alguma coisa com uma multiplicidade de pontos de vista, e não ficarmos somente em oposições. A complexidade da arte não pode ser 'emoldurada' em simples 'sujeito/objeto', 'é arte/não é arte'. Com Duchamp, acho eu, essa questão fica bem colocada em termos não-filosóficos (???? mas o que estaria dentro e fora da filosofia?): o espectador sp foi considerado 'fora' da obra, ele simplesmente contempla, retira da obra os significados que o autor colocou ali dentro. A obra fala por si própria e nós escutamos, não precisa de texto, comentários, etc. Se, como quer Duchamp, o olhar do espectador faz a obra (a linguagem constrói o objeto para o sujeito) então não há um limite bem demarcado entre o sujeito e a obra. Os limites entre o mundo e a arte ficam 'tremendo', e levanta outras questões, como o mercado de arte, o papel da galeria, etc... Tenham paciência, acho que preciso de interlocutores da minha tese e vocês estão aí pertinho (falta de orientador dá nisso)

Lalau voltou a escrever:
Continuo encucada com essa questão arte/não arte. Porque se tudo pode ser tudo (se não há dicotomias), então nada também é nada e plantar batatas pode ser arte (não que não possa vir a ser). Considerando justamente o espectador como participante constituidor da obra de arte, como alguém que constitui sentido de alguma coisa (o efeito da obra em alguém - não estou pensando no merdado (veja o ato falho, escrevi "merdado" em vez de "mercado", deixo o registro porque ele significa) da arte, porque mercado de arte pode significar simplesmente lavagem de dinheiro, compro algo porque um "crítico de arte" - claro que "valorizado" pelo mercado, porque também existem os "desvalorizados" - decreta que "este artista vai valorizar" e eu quero fazer render meu dinheiro... essas coisas. Estou pensando no efeito da obra em "mim", sujeito (com uma história, constituído pela história de suas interações com o mundo e os outros) que vê a obra e que "sofre" um efeito dela, que gostaria de tê-la pensado antes (tem inveja; e não é de toda obra que temos inveja, né?), ou que gostaria de tê-la por perto porque ela significa para ele. De tudo que há no "mercado", oferecido como "arte", nem sempre algumas coisas me parecem merecedoras do título... eu as chamaria de outros "nomes" (sei lá, "joguinhos de computador", "video-documentários", "brincadeiras"...).
E eu não acho que linguagem seja "sistema", "estrutura fechada de oposições dicotômicas", mas "quasi-sistemas" sempre em aberto. Daí que eu não encaixava Duchamp como artista (ainda acho que Duchamp era um grande gozador da arte que o precedeu ou melhor, dos "críticos" que ditavam as regras do que era "arte" naquele momento) mas agora posso considerá-lo como tal porque as ações dele passaram a fazer sentido para mim, ele colocou questões importantes em jogo, inovou, criou.
Mas o que estou questionando sobre o "release" da exposição não é a existência do "release", mas a linguagem que parece só um palavrório que nada me diz sobre os trabalhos que lá estarão... Não sei se vendo os trabalhos aquele texto passará a dizer alguma coisa. O "release" não me apresenta os trabalhos, não me motiva a ver a exposição (a não ser como uma espécie de "tira teima". As obras podem ser muito mais interessantes que o texto! Aquele texto para mim NÃO DIZ! E eu não posso considerá-lo parte da obra mostrada).
Eu gostaria de ver esse texto que você está traduzindo do Derrida.
Beijos (ando com uma tendência a polêmicas... até parece que estou escrevendo tese...)

Uma notinha acrescentada depois:
Fomos ver a exposição. As obras, sim, eram muito boas! Gostamos de vê-las! E o tal texto continuou dizendo absolutamente nada!!!