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sábado, 14 de novembro de 2009

"CIRCULARES" DE ARNALDO ANTUNES EM EXPOSIÇÃO NA ESCOLA COMUNITÁRIA - FOTOS E TEXTO DE TINA GONÇALEZ


ARNALDO ANTUNES

CIRCULARES

Circulação, circulador, circulante, circular, circulatório, círculo.
Todas essas variações são cabíveis na concepção do artista multimídia Arnaldo Antunes, que trabalha a forma circular como um movimento tautológico de reafirmação de significados e sentidos, em que a junção de imagens e letras é organizada poeticamente, assumindo esse formato.
O círculo é a marca do primeiro gesto gráfico feito por uma criança. É também a forma geométrica que retrata o cosmo e que melhor exprime as relações entre o homem e o mundo.
A palavra circular reflete várias intenções. Além de uma referência à própria forma, o termo circular pode também ser considerado sinônimo do ato de expor uma obra como movimentação das ideias e como motivo de encontros entre as pessoas.

Tina Gonçalez
2009

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Regina Silveira expõe na Escola Comunitária de Campinas - Fotos do Making Of e da Abertura feitas por Tina Gonçalez







Estas são fotos da exposiçào "Regina Silveira: Sombra Móbile", realizada na Escola Comunitária de Campinas em parceria com o MAM de São Paulo.
Nossa super-ântropa Tina Gonçalez é realmente incansável!
Parabéns de novo, Tina!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

DE PASSAGEM... MAKING OF!!! e ANTROPOANTRO DE PASSAGEM - Texto de Tina Gonçalez

Fotos de Vane Barini, que não aparece nelas...

Abertura será hoje, dia 25 de fevereiro, às 12:30 horas, no Centro de Convenções da Unicamp.

ANTROPOANTRO DE PASSAGEM...

Tina Gonçalez

O hoje é o que separa o ontem do amanhã. Esse momento sinaliza a passagem do tempo. As marcas deixadas por esse momento atestam que algo ou alguém passou por determinado lugar. Os rastros sobre determinada superfície são indícios de uma presença que não se fixou, mas que deixou sinais - é o vestígio visível que indica a existência de uma ação, um período temporal que une o ontem, o hoje e o amanhã. Eles não registram apenas o espaço e o tempo, mas apontam um sentido, direcionam um caminho, indiciam uma realidade. Mesmo que a presença real não se evidencie, o rastro é o traço da existência de uma realidade que não se extinguiu.

“De passagem...”, a interferência do grupo Antropoantro no Centro de Convenções da Unicamp, não apenas dialoga com esta idéia, mas também reafirma a “presença” do grupo no local. Trabalhando com a idéia de tempo, de marcas, de índice, o grupo optou por uma obra mais conceitual, na qual o espectador é incluído naturalmente. Interagindo com o espaço arquitetônico, o trabalho divide-se em duas partes que ocupam o espaço interno e o externo do prédio. No espaço externo, um percurso sinuoso formado por um labirinto de rede branca antecede e prepara o olhar do espectador para algo mais sutil que se encontra no espaço interno. Conduzido pela área demarcada o espectador é recebido no espaço interno por uma obra que não se apresenta ostensivamente. As pegadas no teto são as marcas de alguém que já esteve lá anteriormente. Elas confrontam a lei da gravidade ao mesmo tempo em que subvertem os locais expositivos. “De passagem...” simboliza esse deslocamento do corpo, do tempo e que constituem uma ação.

“De passagem...” inaugura o calendário expositivo de 2008 do Centro de Convenções. A abertura será no dia 25/02, às 12:30 horas e permanecerá até o dia 28/03/2008.

O grupo Antropoantro é composto pelas artistas: Beth Schneider, Inês Fernandez, Lalau Mayrink, Olívia Niemeyer, Silvia Matos, Tina Gonçalez e Vane Barini.