PASSE-PORTA PROVENÇAL
Mostra fotográfica de Etienne Samain
Período: 06 de maio a 03 de junho
Local: Saguão do prédio administrativo
PASSE-PORTA PROVENÇAL
Na Provença
mais do que em outros lugares,
essas portas me fascinavam,
porque eram velhas, carregadas
de longas histórias.
Histórias de guerra,
histórias de religião,
histórias de amor,
histórias de família,
histórias de pastores, também.
São portas que tem o cheiro azul
dos campos de lavanda.
Portas que, como todas as portas,
- as da minha casa, também –
nunca falarão, permanecerão mudas.
Abrir-se-ão e se fecharão,
rasgadas entre infinitas presenças e infinitas ausências.
Silêncios que encantam e desencantam.
estamos apenas de passagem
nesta triste e feliz viagem.
Bolha, bula e balé de segredos,
desde o tempo, quando
um lenhador cortou a árvore,
um marceneiro talhou na sua madeira,
um pedreiro firmou-a na pedra,
um serralheiro a transformou
num universo de sonhos e desejos.
Mães do bem e do mal, saúdo-as.
Esconderam meus choros de criança,
abrigaram o desconhecido que o vento
levava
e fecharam os beijos de amantes
reencontrados.
Olho para elas como elas olham para mim.
São blocos de memória humana cravados na
madeira,
espelhos de uma história que nunca será
contada.
Só me restava olhar do lado da infância,
dessa porta que me tinha aberto à vida.
Etienne Samain – 2008
Na Provença
mais do que em outros lugares,
essas portas me fascinavam,
porque eram velhas, carregadas
de longas histórias.
Histórias de guerra,
histórias de religião,
histórias de amor,
histórias de família,
histórias de pastores, também.
São portas que tem o cheiro azul
dos campos de lavanda.
Portas que, como todas as portas,
- as da minha casa, também –
nunca falarão, permanecerão mudas.
Abrir-se-ão e se fecharão,
rasgadas entre infinitas presenças e infinitas ausências.
Silêncios que encantam e desencantam.
estamos apenas de passagem
nesta triste e feliz viagem.
Bolha, bula e balé de segredos,
desde o tempo, quando
um lenhador cortou a árvore,
um marceneiro talhou na sua madeira,
um pedreiro firmou-a na pedra,
um serralheiro a transformou
num universo de sonhos e desejos.
Mães do bem e do mal, saúdo-as.
Esconderam meus choros de criança,
abrigaram o desconhecido que o vento
levava
e fecharam os beijos de amantes
reencontrados.
Olho para elas como elas olham para mim.
São blocos de memória humana cravados na
madeira,
espelhos de uma história que nunca será
contada.
Só me restava olhar do lado da infância,
dessa porta que me tinha aberto à vida.
Etienne Samain – 2008
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