domingo, 31 de janeiro de 2010

O ATO DE FOTOGRAFAR

O significado da imagem encontra-se na superfície e pode ser captado por um golpe de vista. No entanto, tal método de deciframento produzirá apenas o signifiado superficial da imagem. Quem quiser "aprofundar" o significado e restituir as dimensões abstraídas,deve permitir 'a sua vista vaguear pela superfície da imagem.
(Filosofia da Caixa Preta,Vilém Flusser,pg 7)











Fotos Beth Schneider



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

MUSEU DO VAZIO






Sílvia Matos
Segundo momento da fibra óptica que não mais existe, antes de ser aplicada na Pintura Luz .

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O ATO DE FOTOGRAFAR

"Em primeiro lugar,encontrei o seguinte.O que a Fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez; ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.
( A Câmera Clara,Roland Barthes,pg 13)










Tenho muitas fotos ,estas foram feitas durante um exercicio na aula de fotografia.Mas porque tantas fotos e não saber o porque.As imagens soltas no computador se acumulam.
Beth Schneider

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MUSEU DO VAZIO












Primeiro Momento

Fotos de feixes de fibra óptica já preparados, esperando o momento de serem aplicados na Pintura Luz, que foi exposta no Museu de Arte Contemporânea de Campinas em 2008.
Sílvia Matos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

DO BAÚ DE OLÍVIA NIEMEYER - MAIL ART - PAZ

Mais Mail Art. Essas fotos ficaram muito tempo expostas pela internet. Não me lembro mais do título da exposição, era sobre a Paz e muita gente participou. Preciso fazer mais Mail Art...
Texto e fotos de Olívia Niemeyer









terça-feira, 19 de janeiro de 2010

(IN)VEJA DAS ÂNTROPAS OLÍVIA NIEMEYER E SÍLVIA MATOS


O Canal Contemporâneo enviou matéria sobre a exposição na Galeria Vermelho com Ângela Detanico, Rafael Lain, Ana Maria Tavares e Gabriela Albergaria (foto). Queria ter feito esse trabalho...
Olívia Niemeyer
Eu também. Conceito muito bem executado.
Sílvia Matos

sábado, 16 de janeiro de 2010

O ENSINO DE ARTES PLÁSTICAS EM CAMPINAS - Sílvia Matos


ARTISTAS EDUCADORES
6ª parte

O ensino de artes plásticas na Unicamp

Chegamos à meta final deste trabalho: 1983 – implantação do curso de Bacharelado e licenciatura plena em Educação Artística na Unicamp.
A Universidade Estadual de Campinas, criada em 1965, promoveu as primeiras atividades na área de artes plásticas em 1978, através de cursos de extensão, ministrados pelos artistas plásticos Fúlvia Gonçalves e Álvaro de Bautista. Estes cursos foram a primeira semente para a implantação do curso de bacharelado e licenciatura plena em Educação Artística, que iniciou suas atividades em 1984.
Fúlvia veio de Ribeirão Preto, onde foi aluna de Pedro Manoel Gismonti (crítico de arte) e dos artistas plásticos Wesley Duke Lee, Bassani Vaccarini e Alberti (professor de Florença). Concluídos seus estudos no Brasil, visitou a Itália, onde freqüentou alguns cursos e teve a oportunidade de ver como os europeus lidavam com opostos, tais como a arte acadêmica e o futurismo. Essa viagem levou-a a utilizar novos materiais e a fazer pesquisas, acompanhando os avanços da tecnologia e da ciência. Aprendeu que o ensino da arte extrapola as paredes de uma sala de aula.

Fúlvia chegou à Unicamp em 1978. Não havia, nesta ocasião, um curso regular de artes. As condições materiais eram mínimas e suas aulas eram dadas ao ar livre. O espaço, entretanto, não importava, mas sim as propostas, as pesquisas. O ambiente era saudável e efervecente. Fúlvia trabalhava ao lado de professores como Benito Juarez, Raul do Valle, José Luiz de Paes Nunes e Almeida Prado, todos artistas na área de música do então recém-criado Instituto de Artes. Seu primeiro projeto de trabalho na universidade, que chamou Unicamp Arte Contemporânea, englobava: um curso livre, parecido com os de atelier e com objetivos de proporcionar um ambiente de discussões e debates, onde os alunos pudessem criar e vivenciar a arte de uma maneira sadia.
Em 1979, foi criado o primeiro curso de extensão em artes plásticas na Unicamp. Para desenvolve-lo, Fúlvia montou um atelier de gravura, ministrando aulas de xilogravura e gravura em metal, com a preocupação de partir sempre dos projetos dos alunos.
Em 1983, foi organizado outro curso de extensão – Estrutura e Composição Plástica – desta vez ministrado com a colaboração de Bernardo Caro e Berenice Toledo.
Outro artista e professor, cuja atuação foi decisiva na implantação do Departamento de Artes Plásticas da Unicamp, foi Álvaro de Bautista. Formado pela Escola Superior de Belas Artes de Madri, depois de alguns anos de experiência na Europa, como professor e artista, veio para a Unicamp convidado por Rogério Cerqueira Leite. Segundo Álvaro, a sua vinda fazia parte do projeto de implantação do Departamento de Artes Plástica da Unicamp. Aqui chegando, já encontrou Fúlvia desenvolvendo seus cursos livres, mas de maneira precária no que se referia às condições materiais. Em conversa com Zeferino Vaz, reitor da universidade, conseguiu um barracão que dividido com Celso Nunes, então desenvolvendo atividades de teatro, foi utilizado para suas aulas e de Fúlvia.
Para seu curso, em 1979, foi feito um exame de seleção do qual participaram 170 pessoas, tendo sido selecionadas 40, divididas em dois grupos de 20 alunos. Por falta de material e espaço, os 20 alunos mais adiantados faziam pintura, desenho e escultura. Os outros trabalhavam desenho e escultura.
Assim, Álvaro tentou fazer de seu curso de extensão um atelier de arte parecido com os que havia na Itália e França, onde seus alunos trabalhavam em tempo integral.
Esse primeiro curso de extensão funcionou até fins de 1983, fornecendo excelente e sólida base de desenho e pintura, como aliás era seu objetivo , para os alunos que o freqüentaram. Assim é que, entre os onze alunos formados na primeira turma do curso de Bacharelado em Educação Artística da Unicamp, sete eram originários desse curso de extensão.
Atualmente, o Departamento de Artes Plásticas da Unicamp tem o seu curso bem estruturado e conta com um corpo docente altamente capacitado para orientar os 80 alunos que, em média, freqüentam os quatro anos letivos.

Conclusão

Campinas sempre se dedicou às artes plásticas e esse interesse foi crescendo junto com o desenvolvimento da cidade. Mas, houve um período particularmente fértil, de 1958 a 1978, época em que as artes plásticas em Campinas acompanharam o que de melhor havia nos grandes centros do país.
Qual a razão disso? Nesta pesquisa foi possível apurar que o Centro de Ciência, Letras e Artes, no início dos anos 50, oferecia ao público cursos de artes plásticas, palestras e exposições que apontavam para o avanço nas artes plásticas. Em 1952, Geraldo Décourt fez a primeira exposição modernista de Campinas, no Teatro Municipal. Nesse mesmo período, vários outros artistas da cidade já estavam fazendo trabalhos mais modernos. O surgimentodo Grupo Vanguarda, em 1958, finalmente fixou Campinas entre os centros que produziam arte contemporânea. O Museu de Arte Contemporânea (atualmente Museu de arte Contemporânea José Pancetti), fundado em 1965, teve um período áureo com seus salões de Arte Contemporânea. Nestes salões, que foram interrompidos em 1978, iremos encontrar os artistas campineiros, lado a lado com os grandes nomes da arte nacional e em contato com importantes críticos de arte do país.
Está evidente que esse ambiente proporcionou aos artistas deste período, um estímulo que os fez caminhar a passos largos. Esses avanços nas artes plásticas, refletiram diretamente na questão do ensino. Os artistas-educadores não só modificaram sua maneira de encarar a arte e seu fazer artístico mas também passaram essas mudanças a seus alunos e renovaram seus métodos de ensino. Nesta pesquisa, ficou claro que o modo de encarar a arte e o tipo de trabalho que cada artista faz influiu na sua maneira de ensinar artes plásticas.
Infelizmente, não houve possibilidade de se estudar e analisar o método de ensino de cada artista-educador mais detalhadamente, ficando esta tarefa para uma pesquisa futura, mais específica e profunda.
Na realidade, este trabalho é um simples grão de areia que gostaria que se transformasse numa montanha com o acréscimo de novas pesquisas, mais detalhadas, à respeito de arte, dos artistas-educadores de Campinas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BAÚ DE LALAU MAYRINK - SEM TÍTULO I e II - MOSTRADO NA EXPOSIÇÃO GRADEAÇÃO




Sem Título I e Sem Título II (da Série Gradeação)
Ano: 2000
(Cópias xerográficas coladas em tiras de papel branco - 21 x 120 cm - cola branca, complemento acrílico, muro como suporte)

O trabalho partiu de fotos coloridas, de copas de árvores sem folhas.
As fotos foram recortadas e remontadas em colagens, posteriormente transformadas em xerox preto e branco. As tiras de papel coladas no muro apresentavam repetições de padrões obtidos desta maneira, que lembravam desenhos de letras. As fotos acima não estão nada boas, mas foi o que restou deste trabalho, que se desfez com o tempo... Algum resquício dele permanece nos muros do ateliê Sílvia Matos.