quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Nosso representante inglês, nascido em Liverpool

Pois não é que o Antropoantro tem agora um representante de Liverpool? Por enquanto está em Liverpool mesmo. Ele nasceu lá, durante visita de nossa ântropa Sílvia Matos àquela cidade. Nasceu de arame e plástico reciclados mesmo... E anda aproveitando os passeios e mandando fotos interessantes. Esperamos que, ao voltar de lá, ele já tenha sido proclamado Sir Little Plastic Man from Liverpool, por sua Majestade Queen Elizabeth (que não é Schneider).
Confiram:


"Nosso homenzinho estava muito impaciente ao visitarmos a Sudley House, em Liverpool. Esta é a única casa vitoriana de mercador, na Inglaterra que mantém as pinturas compradas pelo segundo dono, George Holt, que era dono de navios. Alguns Turners, Corot, Gainsborough, alguns Pré-Rafaelitas e outros pintores ingleses menos conhecidos decoram a casa construída em 1821."


"A primeira imagem é de nosso representante de Liverpool pulando o portão para visitar a Sudley House tão impaciente que estava."


"A segunda imagem é dele sentado na sala da visitas tendo atrás dele, na lareira, o quadro “Tarde” (1850) de Thomas Creswick."



"A terceira imagem é dele descansando no jardim da Sudley House."


Os textos aspeados são de Sílvia Matos, autora do nosso "Little Plastic Man from Liverpool" e das fotos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

GRUPO ANTROPOANTRO PROPÕE VISÕES MÚLTIPLAS PARA A ARTE

Reportagem de hoje, do Correio Popular.
(Clique para ampliar a imagem)

A mostra Multiplicidade já pode ser visitada no Café & Arte do Tilli Center de Barão Geraldo a partir de hoje até o dia 19 de fevereiro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Morre em São Paulo o artista plástico carioca Rubens Gerchman

"Roda da Fortuna" - 1993 - Acrílico e óleo s/ tela - 160cm x 160cm


" O beijo" - 1980 - Ferro polido - 50cm x 50cm x 2cm


O artista plástico carioca Rubens Gerchman morreu na manhã desta terça-feira, 29 de janeiro, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele era pintor, desenhista, gravador e escultor. Assumiu a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio, de 1975 a 1979. Também foi co-fundador e diretor da revista de vanguarda "Malasartes". Trabalhou nos Estados Unidos e México, onde deu aulas na Universidade Nacional.


"A família que reza unida, ou A simpática família conversando, ou..." - 1960 - 140cm x 140cm

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

(IN)VEJA DE ÂNTROPAS...



Instalação no Museu Ferroviário, ES

Esta é uma (in)Veja das ântropas Olívia Niemeyer e Lalau Mayrink.

Vimos, ontem, uma reportagem sobre o trabalho de Hilal Sami Hilal, um capixaba de Vitória, Espírito Santo, descendente de família síria, no canal Globo News.

O trabalho dele nos encantou pela delicadeza.

A leveza obtida de trapos. Ele trabalha, basicamente, com a fibra de algodão, da qual obtém uma massa depois derramada sobre uma superfície lisa, formando desenhos delicados que, depois de secos parecem renda, bordados esvoaçantes. Às vezes coloridos com pó de alumínio e ferro.

Trapo de algodão com pós de alumínio e ferro (3mx2m) e detalhe



Expostos distanciados da parede, pendurados como cortinas, criam sombras, transparências, volumes...

Um belo trabalho!





domingo, 27 de janeiro de 2008

Multiplicidade do ANTROPOANTRO

O Grupo Antropoantro convida para a exposição
Multiplicidade do ANTROPOANTRO
de 30/01 a 19/2 de 2008
no Café & Arte, do Tilli Center de Barão Geraldo.
Estaremos mostrando trabalhos individuais (nossa multiplicidade)
das artistas do grupo:
Beth Schneider
Inês Fernandez
Lalau Mayrink
Olivia Niemeyer
Tina Gonçalez
Vane Barini

(Clique para ampliar a imagem)

sábado, 26 de janeiro de 2008

SÉRIE (IN)VEJA DE ÂNTROPA

Cildo Meireles à esquerda


Jorge Guinle, à direita



Sandra Cinto à esquerda



Mais um para a série (in)Veja

Estou esperando o dia 9 de fevereiro para ver a exposição de Gedley Braga no Gabinete de Arte Raquel Arnaud. O título da exposição é “Obra Póstuma” e faz parte de uma tese de doutorado: “A tese na [da] caixa preta”.

Como podemos ler no convite, a discussão começa no próprio título, nas partículas “na” “[da]” que revelam a presença de um “nada” ou exatamente a presença de uma ausência.

Estou muito curiosa e louca para ver de perto, nessa exposição, a série “All that jazz” (uma “obra póstuma” tem mesmo muito a ver com “aqui jaz”, como li no convite). Fotos de obras de artistas contemporâneos cobertas (“rasuradas”, diria Derrida?) por letras vazadas que velam/desvelam o que está por trás. Como a etiqueta revela o nome do artista que subjaz ao jazz (Cildo Meireles, Daniel Senise, Jorge Guinle, Sandra Cinto), a gente pode imaginar o que não está vendo...

PRECISO IR A S.PAULO !!!!! tem tanta exposição começando!!!


Texto de Olívia Niemeyer

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sonhos transformados em realidade

Vane Barini - "Árvore de Nuvens" (2008)
Foto de Vane Barini
"O artista é um produtor de desejos. Seus sonhos são transformados em realidade à medida em que ele concretiza as suas intenções." (Tina Gonçalez)
As ântropas Vane Barini e Beth Schneider mostram nestas fotos de seus trabalhos como seus sonhos foram transformados em realidade através da Arte...
Confiram no Café & Arte do Tilli Center, a partir do dia 30 de janeiro de 2008.


Beth Schneider - "Frestas" (2008)
Foto de Beth Schneider





quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

ANTROPOANTRO E EDUCAÇÃO

Foto de Olívia Niemeyer


A arte é o desejo do que não existe e ao mesmo tempo a ferramenta para realizar este desejo.
(Roberto Matta, 1975)

O artista é um produtor de desejos. Seus sonhos são transformados em realidade à medida em que ele concretiza as suas intenções.


Texto de Tina Gonçalez

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

INVEJA DE UMA ÂNTROPA...

Foto do trabalho "Sem Título" de Carmela Gross

Como costuma dizer a ântropa Olívia Niemeyer:

"Que inveja!"

A foto é de um desenho da Carmela Gross - "Sem Título" (2008).

Giz sobre quadro negro e o resultado é essa beleza!

O trabalho está na exposição "Alguns Aspectos do Desenho Contemporâneo", no SESC Pinheiros desde o dia 18 de janeiro. Como a exposição vai até o dia 30 de março, quem sabe eu consigo ver de perto? Por enquanto me contento com a foto no site da UOL.

Lalau Mayrink

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Uma colombiana na Modern Tate Gallery de Londres



Esta é uma foto da obra de Doris Salcedo - Shibboleth - em exposição na Modern Tate Gallery de Londres. É o primeiro trabalho em que a artista intervém diretamente na construção do Turbine Hall. Salcedo criou rupturas no chão deste espaço expositivo em vez de povoá-lo com esculturas ou instalações. Transformando o chão deste espaço no foco principal do seu trabalho, Salcedo muda a percepção de sua arquitetura, subvertendo sutilmente sua grandeza e monumentalidade. Shibboleth levanta questões sobre a interação entre escultura e espaço, sobre valores arquitetônicos que representa e sobre fundamentos ideológicos em que as noções de modernidade ocidentais são construídas. O trabalho questiona o legado de racismo e colonialismo do mundo moderno. Um ‘shibboleth’ (acho que se pode traduzir como "jargão") é um costume, frase ou uso de linguagem que funciona como um teste de pertencimento a um grupo ou classe social particular. Por definição, ele é usado para excluir aqueles que são considerados inadequados como membros deste grupo.

Estas informações foram parcial e livremente traduzidas da página da Modern Tate Gallery onde se pode ver outras fotos, belíssimas, da obra desta artista colombiana, nesta exposição da Unilever Series.

Como a nossa queridíssima ântropa Sílvia Matos está passeando em Londres, temos esperança de que ela vá ver essa exposição e traga de lá outras fotos para o nosso blog.


domingo, 20 de janeiro de 2008

ENCUCAÇÕES SOBRE A ARTE... A PINTURA NA ARTE CONTEMPORÂNEA



Para quem ainda acha que a pintura desapareceu na arte contemporânea, essa semana abriu em São Paulo a exposição de uma pintora islandesa, de nome complicado - Katrin Sigurdardottir - na Galeria Leme.
Esta artista plástica trabalha com pintura em escala gigante. Uma instalação de quase nove metros de altura está sendo exibida. Ela utiliza painéis cenográficos para criar uma cordilheira no interior da galeria, com o objetivo de fazer com que o espectador se sinta pequeno frente ao trabalho.
Imagine-se diante de um painel pintado a guache e aquarela, de nove metros de altura!!! Deve ser uma experiência incrível!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Jogando conversa fora...



Esta ótima foto foi clicada por Vane Barini durante a Circulação da Escultura que não deu Certo na UPA (Universidade de Portas Abertas, na Unicamp) em 02 de setembro de 2005.
A garota da foto bateu um longo papo com o nosso Homem de Plástico! Se a memória não falha, a mocinha pretendia prestar vestibular para Artes Cênicas e parecia levar jeito para a coisa... Se passou no vestibular 2006 deve estar quase concluindo o curso.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Do baú do Antropoantro...




Estas são fotos de 2005 e mostram o making of da nossa Escultura que não deu certo... mais conhecida como o Homem de Plástico!
Vejam a concentração das meninas!!!
Estas fotos vieram do baú de Sílvia Matos. Mas, como ela aparece na foto, assim como as outras cobras em fotografia Inês Fernandez e Vane Barini, as fotos devem ter sido feitas mesmo por Lalau Mayrink (por isso não são nenhuma maravilha...)



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

ANTROPOANTRO E EDUCAÇÃO

Matisse - O atirador de facas - 1947
(Foto do site da Bravo)


“A função da arte é o aprimoramento da consciência humana ”.
(Herbert Read, 1957)

É através da educação visual que tornamos o espectador apto para apreciar devidamente a produção artística.
Texto de Tina Gonçalez

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

NOVAS ENCUCAÇÕES SOBRE A ARTE

Foto Remo Casilli/Reuters


Desta vez, a encucação é do reporter que escreveu a manchete, na página da Globo, hoje:

'Artista ativista' joga centenas de bolas de plástico em fonte italiana
O uso das aspas coloca em suspensão a expressão. Nas curtas linhas que se seguem às fotos (reproduzimos uma delas acima) esclarece-se que Graziano Cecchini (o mesmo que coloriu a Fontana di Trevi) "se autodenomina artista ativista"...
É Arte? É Ativismo? É Artevismo.


O que Graziano Cecchini fez foi jogar centenas de bolas de plástico na fonte Pietro Bernini, em Piazza di Spagna, hoje, quarta-feira (16), para chamar a atenção para os problemas da Itália.

ATENÇÃO: esta é a postagem número 100 deste Blog!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

PARA QUEBRAR A MONOTONIA - UM MATISSE

Matisse - Ícaro - 1947
(Foto do site da Bravo)

BLOGS DE ARTISTAS E DE ARTE - O ANTROPOANTRO NÃO ESTÁ SÓ!

Olívia Niemeyer recomendou num e-mail para o grupo o endereço de um blog que ela achou interessante. E é mesmo! Vejam vocês:
E, por ele, entra-se também em outros blogs interessantes, com obras de arte contemporânea separadas por décadas (de 60 a 90).
Isto me lembrou um texto sobre blogs e ateliês abertos, encontrado via Google e arquivado (não lembro o endereço). Aí vai ele, com novos endereços...

Blogs de artistas ou ateliês abertos
Ana Lucia Araújo *

Uma das melhores coisas que construir um blog me trouxe foi de poder acompanhar o trabalho de artistas à distância. A Internet rompeu não somente o isolamento que separa o público dos museus ou os artistas entre si : ela diminuiu, e muito, o abismo que costuma separar o artista do « espectador ». Não entrarei no mérito da questão sobre a participação do público na construção da obra de um artista, como o que vemos em certas instalações, performances ou intervenções na rede. Eu quero falar de blogs de artistas.
O fato que um artista plástico mantenha um blog pode vir a se tornar um fenômeno de estudo muito interessante para os historiadores da arte. Mais do que isso. Para mim, encontrar o blog de um artista é como encontrar uma mina de ouro.
Há apenas alguns anos atrás o ateliê de um artista era um espaço envolto de mistério, quase sagrado, mesmo para aqueles que se diziam mais abertos. O ateliê era um lugar de encontros sim. Mas de encontros com o marchand, com o galerista, com outros artistas. Para alguns se tratava também de um lugar para ensinar, espaço freqüentado por alguns alunos.
Há uns anos atrás a preparação de uma exposição era cercada de mistério. Os meses de trabalho suado eram meses de isolamento quase forçado. Para aqueles artistas que costumavam fotografar as diferentes etapas do trabalho, o processo de criação ficava registrado e na maior parte das vezes ia parar esquecido dentro de uma gaveta. Pois os blogs, esses diários virtuais que associam texto e imagem, vieram para mudar essa situação.
No ano passado, eu resolvi criar um blog para escrever em português e sair um pouco da clausura em que tinha entrado para escrever a minha tese de doutorado. Fiquei muito surpresa ao encontrar o blog do
Fernando Stickel. Arquiteto de formação, Stickel começou a trabalhar com arte em meados dos anos 80. Estudou com Luis Paulo Baravelli, participou da Escola Brasil e da famosa exposição Como vai você geração 80 no Parque Lage no Rio de Janeiro, em 1984. No seu blog Aqui tem coisa , Stickel publica textos curtos, imagens do cotidiano, fotos digitais de suas viagens, das ruas de São Paulo. Mas ele também publica fotos do seu trabalho, que podemos acompanhar quase passo a passo. Cada novo projeto é partilhado com o leitor, que fica sabendo a quantas anda o trabalho do artista. E mais do que isso, vemos novos projetos germinar, idéias novas nascerem. O ateliê do artista se torna então um espaço aberto para quem quiser entrar e conhecer.
Através do blog de Stickel encontrei o blog de ninguém menos que
Dudi Maia Rosa , de quem admiro o trabalho há muitos anos e de quem pude ver uma exposição individual, realizada na Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre, no começo dos anos 90, época em que o Instituto Estadual de Artes Visuais funcionava a pleno vapor, trazendo à cidade nomes importantes da arte brasileira. Uma visita ao blog do Dudi é não somente uma visita ao seu ateliê, é um encontro com o seu universo artístico e também com a sua história. No blog do Dudi, eu posso ver as suas pinturas, os seus objetos, as suas invenções e também fotos antigas, que são quase documentos históricos para mim. E quem diria, pude rever lá a pintura gigante daquela antiga exposição em terras gaúchas, que tinha ficado marcada na minha memória.
Mas não é só a velha guarda que mostra seu trabalho no blog. Eu acabo de conhecer o
Book of hours , blog da jovem artista carioca Isabel Löfgren. Isabel trabalha com arte digital. Assim como Stickel , ela mantém um fotolog e atualmente trabalha em um novo projeto na rede, o ID card project, do qual todos estão convidados a participar.
E é assim navegando, a tantos quilômetros de distância, que eu posso acompanhar pelo blog quase cotidianamente o trabalho de artistas brasileiros que admiro ou que virei a admirar. É através dos blogs que eu posso conhecer as novas pinturas do Dudi, antes mesmo da inauguração da sua exposição. Eu tenho quase certeza que os historiadores da arte não tardarão a entender que os blogs de artistas são hoje em dia fontes riquíssimas de estudo e de deleite.
Ana Lucia Araujo é Ph.D. em história da arte. Natural do Rio Grande do Sul. Vive há cinco anos em Québec no Canada. Atualmente ele é chargée de cours na Université Laval onde ela ensina neste outono o curso A arte na América latina no século X. Para se distrair, ela mantém um blog no seguinte endereço : http://arte.typepad.com

O Antropoantro não está sozinho! Muito pelo contrário, está muito bem acompanhado no território dos Blogs...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

AINDA AS ENCUCAÇÕES SOBRE ARTE - RETOMANDO O "HOMEM PÃO"


Fotos de Tatsumi Orimoto
da Galeria de Fotos que acompanha o texto transcrito abaixo


Pesquisando no Google sobre Tatsumi Orimoto, o curioso Homem Pão, objeto do texto de Olívia Niemeyer do dia 12 de janeiro (ver abaixo), encontramos um texto em inglês, ao que tudo indica uma Apresentação de catálogo de uma exposição no Museu Hara de Tóquio (não foi possível localizar a data da exposição ainda, mas deve ter sido por volta de 2000). Foi a primeira exposição do artista num museu.

O texto é interessante porque localiza o Homem Pão no conjunto do trabalho do artista, que faz de sua mãe (uma senhora atualmente com 85 anos, que sofre de Alzheimer e da qual ele cuida e que foi a grande incentivadora de sua arte) o objeto de sua arte. Transcrevemos o texto aqui, na íntegra.


Tatsumi Orimoto at the Hara Museum
by Monty DiPietro

It's been a long, strange road for the guy they call the Bread Man. Years of on-the-cheap tours of Southeast Asia and Eastern Europe, decades of binding baguettes to his face for performances, a lifetime of, if you'll pardon the pun, going against the grain.
But now, finally, Tatsumi Orimoto has arrived. Last week, at the Hara Museum of Contemporary Art in Tokyo's Shinagawa Ward, Orimoto's first-ever Japanese museum show opened. It is called "Art Mama and Bread Man," and is a tribute to the tireless work of Orimoto, 53, a.k.a. the Bread Man. It is funny and it is wonderful and it may well prove to be the most important art exhibition in Japan this year:
Several hundred photographs, about a dozen objects and videos, and a series of scheduled performances make up the extraordinary exhibition, a show that Hara organizers were initially unsure they should even put up. See, for years now, even as he was building a cult following overseas, few in the network of cliques that make up this country's art elite were willing to take Orimoto seriously. Here was a performance artist, a Bread Man no less, who didn't talk the talk and wouldn't walk the walk. Orimoto had kowtowed to nobody here, and nobody was going to help him out of obscurity.
The Bread Man was born to working class parents in Kawasaki, and began drawing seriously when he was ten. His mother encouraged him by buying the latest art magazines, through which Orimoto developed an admiration for European artists, particularly Paul Klee. His dad disapproved, but the boy was inexorable, and vowed to study at a respected Tokyo art university. The most-respected art university in Japan, actually: the Tokyo University of Fine Arts and Music.
But Geidai wouldn't have Orimoto, he failed the institution's entrance exam. He tried again the following year, and failed again. And again the next year. And once again the year after that. His father, who for years had been pressing his son the dreamer to give up on art and get a "real job," began to demand it. But Orimoto's loving mom understood when he went to America, and congratulated him when he was awarded a scholarship to study at the California Institute of Art. She also approved when he moved to New York to learn about making art, and again when he set out to travel, to scores of countries, to take his performance art, impromptu style, to the found streets, restaurants, and drinking halls that were to become his stages.
The best of Orimoto's performances grew out of a series he termed "communication art." In these, he became Bread Man, his face totally obscured behind a tangle of twine and a bunch of baguette. Why Bread Man? Well, everybody asks that question, and really, the answer is not important. What matters is the effect Orimoto has on the people who watch him perform. The meaning of Bread Man is in the eyes of the people who are watching Bread Man.
Thirty years after he first left Japan, it is Odai, Orimoto's 82 year-old mother and number one fan, who is the center of attention at the Hara's opening party. Orimoto lives with and takes care of the frail but determined-looking woman who, several years ago, he dubbed "Art Mama." Odai is both the object of her son's love of art and the subject for his creations. On this evening, she walks slowly through a smiling reception of well-wishers in a performance called "Art Mama in Big Shoes." She is wearing, you guessed it, big shoes. She finishes, sits down in a white chair with her son by her side, says "Thank you." People are smiling. People are crying.
This, in a nutshell, is what the Art Mama portion of the exhibition is about: Love. Orimoto documents, primarily through photography, (including three large scale works) the lives he and his aging mother are living out in Kawasaki. There are also objects and videos here, all with a very immediate, Fluxus feel to them.
Upstairs at the Hara is a room dedicated to Orimoto's Bread Man performances in Nepal, in Poland, in America, and elsewhere. With all he had going against him, Orimoto must have always known he would make it some day—why else would he have produced such high-quality photodocumentation of his work? There are more than 200 photographs here.
That Orimoto was ostracized for so many years reflects a sorry state of affairs that, unhappily, is being replayed to this day by many of the same art compacts, a bunch of reactionary baggage congesting the Japanese contemporary art scene. On behalf of the, dare we term them "gaijin" artists of Japan, the Hara has dealt a surprise strike against these pedants by giving Orimoto this show. For his part, the Bread Man has responded graciously, by building two beautiful rooms bursting with life and love. Try not to miss this exhibition, it is special.

Depois da leitura do texto, passamos a ter algumas das referências de que fala Olívia Niemeyer, para apreciar melhor a performance do Homem Pão. Mesmo que continuemos a não gostar dela...












domingo, 13 de janeiro de 2008

ENCUCAÇÕES SOBRE A ARTE

Foto Marleen Swart - AP
Bananas na Holanda



"As instalações se caracterizam por tensões que se estabelecem entre as diversas peças que as compõem e pela relação entre estas e as características do lugar onde se inserem. (...) O deslocamento do observador nesse espaço denso é necessário para o contato com a obra, e é assim que a noção de um espaço que exige um tempo passa a ser também material da arte."


(Cacilda Teixeira da Costa - especial para a Folha de S.Paulo)

É claro que a foto acima não é de uma instalação. Trata-se de uma foto que documenta um fato: um cargueiro holandês perdeu sua carga de bananas que foram depositadas numa praia, surpreendendo os moradores da área.
Houvesse um artista (que não o acaso) por trás desta "obra", ela seria classificável como uma instalação, ou não?

(Dúvidas de Lalau Mayrink)

sábado, 12 de janeiro de 2008

ENCUCAÇÕES SOBRE A ARTE

Tatsumi Orimoto recria a performance "Bread Man" na abertura de sua retrospectiva no Masp
Foto da página da UOL





Não gostei dos ‘pães’. Isso não quer dizer nada, não precisamos gostar de tudo que está nos museus e galerias. Esse ‘gostar’ é muito incerto e repleto de armadilhas, “vareia muito”, às vezes a gente não gosta uma hora e depois gosta. Depende dos instrumentos conceituais que você vai adquirindo aos poucos ??? Continuo não gostando dos pães.

Dá para falar de arte dizendo ‘gosto ou não gosto’? “isso me arrepia”, “isso me lembra a infância”? Fica tudo muito ‘minzinho’... Só interessa o que me interessa ... É muito pouco, né? Parece que agora é melhor falar de conceitos, cidadania, identidade, interesse social, raízes culturais.


A arte não pode dispensar seus museus, seus grandes centros, seus críticos, todo o processo de mediatização indispensáveis na nossa época. Mas por outro lado, essas instituições não podem ser uma ditadura que, por meio nesses mesmos museus, críticos, livros, galerias, possa exercer um controle rigoroso demais, por demais ligado ao mercado ou de cunho padronizador, visando acentuar somente o que está na moda. Será que ‘pão’ está na moda ou eu não tenho os instrumentos teóricos necessários para apreciar essa performance?

Bem, perdemos várias referências: por exemplo, os padrões de educação (e éticos) mudaram muito, nossas experiências de vida nem sempre servem para nossos filhos (sobretudo para nossas filhas), as soluções mais antigas para problemas familiares não incluíam o divorcio, por exemplo. Tá bom, sou muito velha, esses problemas não existem mais... Ou será que perdemos somente a ilusão de que existiam referências estáveis? Falar sobre arte coloca esses problemas de referências de forma mais clara, já que a experiência artística mudou tanto, e o discurso sobre arte também, e muito depressa.


Texto de Olívia Niemeyer

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

ANTROPOANTRO E EDUCAÇÃO

Foto de Vane Barini
“A arte não reproduz o invisível, torna visível ”.
(Paul Klee)

Vivemos em um mundo povoado por imagens de várias naturezas. Como distinguir neste universo, a imagem que faz parte do campo da arte? A produção contemporânea caminha nesse sentido, todas as imagens podem fazer parte do campo da arte, o que irá definir se esta é ou não uma produção artística é a intenção do artista.

Texto de Tina Gonçalez



quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

ONDE ESCONDER TELAS ROUBADAS

Foto: Raimundo Pacco/ Folha Imagem


Este era o esconderijo das telas...

O COMÉRCIO ILEGAL DE OBRAS DE ARTE

Transcrevemos abaixo trechos de uma reportagem que está na página da Globo (G1) de hoje, em que se fala sobre o comércio ilegal de obras de arte no mundo, um tema que entrou em pauta após o roubo do MASP:

Segundo Jorge Pontes, coordenador da Interpol no Brasil, o crime movimenta tanto recurso quanto os tráficos de arma, drogas e animais silvestres.

"O comércio de obras de arte furtada ou roubada é uma atividade que não tem formalização. Não é possível mensurar com exatidão o tamanho do mercado ilegal, pois não há apreensão de peças como acontece com drogas e armas. O que posso afirmar é que esse tipo de crime está entre os que mais movimentam recursos no mundo", disse Pontes.

Ele afirmou ainda que há três vertentes de crimes envolvendo obras de arte no Brasil. "A primeira é o ataque a peças sacras centenárias. A segunda está focada nas bibliotecas e acervos de museus. Essas duas frentes abastecem o mercado interno."

Pontes disse que o crime ocorrido no Masp se encaixa na terceira vertente identificada pela Interpol. "É o roubo e furto de obras-primas de grandes mestres. Quem encomenda ou fica com uma obra dessas tem o chamado prazer solitário, pois jamais vai poder dizer que é dono de tal peça. Por mais fechado que seja seu ciclo de relacionamento, não poderia haver ostentação."

José do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Museus do Ministério da Cultura, disse que a Europa e China fazem parte da principal rota de obras de arte contrabandeadas no mundo. "Com o fim do sistema socialista no Leste Europeu, o contrabando de obras de arte emergiu com mais força e acabou se tornando uma ferramenta de lavagem de dinheiro das máfias russa, italiana e chinesa."

"Isso mostra que deve haver uma investigação permanente, um trabalho de inteligência muito forte e a integração das informações de segurança entre as esferas de poder federal, estadual e municipal", disse Nascimento. "Com a globalização, advento da internet e a organização da polícia no mundo, a recolocação das peças roubadas ou furtadas jamais conseguiriam ser legalizadas como ocorria no passado. Não há como um crime desses cair no esquecimento", disse o coordenador da Interpol no Brasil.

Para Nascimento, é difícil estabelecer o perfil do receptador de obras de arte contrabandeadas. "É o chamado crime de distinção. São pessoas que gostam e entendem de arte, conhecem o valor de cada peça e têm um altíssimo poder aquisitivo."

"Ainda falta no Brasil uma polícia especializada em obras de arte, que só cuide desse tipo de crime. Temos essa carência e que deve ser resolvida. Não será com a prisão de duas pessoas que se vai resolver o problema ocorrido no Masp. Nem mesmo na identificação e prisão de um mandante no Brasil. O caminho é bastante longo", afirmou Nascimento.

Reportagens de hoje dão conta de que a polícia prendeu dois dos ladrões que assaltaram o MASP - simples ladrões de carros com ficha policial - cujo nível de escolarização não alcança a quarta série do Ensino Fundamental e nada entendem de arte. O terceiro assaltante já foi identificado e está sendo procurado e a polícia busca identificar o intermediário, que ofereceu 5 milhões pelo roubo e que visitava o esconderijo das telas num carrão que chamava atenção na vizinhança pobre. As telas foram encontradas numa casa simples, da periferia de São Paulo, escondidas atrás de um armário. Já estão de volta no MASP e serão expostas amanhã, quando o museu reabrir com novos equipamentos de segurança doados por uma empresa.

Lembrei-me agora de uma visita a um museu americano (acho que na Filadélfia) na década de 80. Um visitante se aproximou de um quadro e imediatamente o alarme disparou e a sala se encheu de guardas... Veremos isso alguma vez acontecer por aqui?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Da página da CNN para o blog do ANTROPOANTRO

Museum recovers stolen Picasso, other painting

SAO PAULO, Brazil (AP) -- Stolen paintings by Pablo Picasso and Candido Portinari returned home to applause Wednesday, while police tried to find out who masterminded the robbery at a Brazil museum.
The paintings, worth millions of dollars, were recovered Tuesday when a suspect led police to a house on the outskirts of Sao Paulo, said chief police inspector Mauricio Lemos Freire.
A helicopter and more than a dozen police vehicles escorted the small truck carrying Picasso's "Portrait of Suzanne Bloch" by Picasso and "O Lavrador de Cafe" by Portinari, an influential Brazilian artist, back to the Sao Paulo Museum of Art.
Museum employees and onlookers applauded when the paintings arrived.
Two suspects were in custody, and the Estado de S. Paulo newspaper reported they had been promised $2.8 million for the heist.
The newspaper also said museum officials received two ransom requests for the paintings, including a letter asking for $10 million. Freire and museum President Julio Neves said they would not comment on the newspaper reports.
Neves confirmed the works, which were found covered in plastic leaning against a wall inside the house, were in perfect condition and will be on exhibition in their old locations when the museum reopens Friday with improved security.
Eventually, the museum will install security and surveillance equipment equivalent to that at the Louvre in Paris, Neves said.
Three robbers armed only with a crowbar and a car jack seized the paintings on December 20 as unarmed museum guards were changing shifts.
"It's obvious the two did not steal the paintings for themselves," Freire said. "They did it for someone else. The focus of the investigation now is to find out for whom."
Neves said the museum is upgrading its security system.
Art experts estimate the value of the
Picasso at about $50 million and the Portinari at $5 million to $6 million.
Picasso painted "Portrait of Suzanne Bloch" in 1904 during his Blue Period. "O Lavrador de Cafe," which depicts a coffee picker, was painted in 1939 and is one of Portinari's most renowned works.
The thieves ignored other important works in the
Sao Paulo museum, including Pierre-Auguste Renoir's "Bather With a Griffon Dog," Vincent van Gogh's "L'Arlesienne" and Henri Matisse's "Plaster Torso and Bouquet of Flowers."
Last year, a gang used a carnival street parade to cover the theft of four paintings from a Rio de Janeiro museum. Those works, valued at around $40 million, have never been recovered

Dois meses de Blog

Foto de Lalau Mayrink

Nosso Blog comemora hoje dois meses de vida.
Parece incrível, mas é verdade!

PICASSO E PORTINARI BEM GUARDADOS!!!

Foto copiada da página do Yahoo

Aí estão as telas encontradas, com uma segurança um pouco tardia...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

RECUPERADAS AS TELAS ROUBADAS DO MASP

Viva! Viva!
Anunciaram agora no Jornal Nacional que as telas roubadas do MASP foram recuperadas. A página da Globo traz a manchete e promete notícias para breve.
Tomara que tenha acontecido mesmo!!!
Antes dessa notícia, foi dito que o MASP reabre na próxima sexta-feira. Com novos itens de segurança instalados e carro de polícia na porta... Esperamos que, também, com as telas de Picasso e Portinari de volta a seu lugar!
Uma boa notícia não podia ficar para depois, não é?

O MASP está mesmo azarado...


Notícia de hoje, da Folha Online: "Debret do Masp não é um Debret, diz pesquisador ".

O pesquisador em questão é Pedro Corrêa do Lago, informa a Folha. E o quadro é esse que mostramos aí em cima "Índios Atravessando um Riacho" (da página do MASP). Transcrevendo: "Segundo o pesquisador, a tela que está no Masp há mais de 50 anos não é um Debret porque os índios não têm semelhança com os que viviam no Brasil à época e o europeu que aparece de costas não tem 'qualquer característica brasileira' ".

O pesquisador Pedro Corrêa do Lago lançou um catálogo sobre a obra de Debret com 1600 ilustrações, portanto ele deve saber do que está falando. A tela erroneamente atribuída a Debret teria sido "pintada pelo italiano Augustin Brunias (1730-1796), um dos mais importantes pintores que retratou o Caribe do século 18."
Mas o MASP não estaria tão azarado assim, porque a tela de Brunias "vale cerca de R$ 1 milhão, o que a torna mais valiosa do que a de Debret, que não passa de R$ 700 mil". Isto se a atribuição da obra desta vez estiver correta, evidentemente.

UM LEMBRETE - EXPOSIÇÃO DE ALICE GROU


AGENDEM PARA AMANHÃ!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Do Baú do Antropoantro...



As fotos, enviadas por Olívia Niemeyer, são da visita que o grupo Antropoantro fez à quarta edição do Arte/Cidade, realizada no SESC Belenzinho e ruas adjacentes, em 2002.
A visita foi guiada por Carlos Fajardo e as fotos foram feitas enquanto apreciávamos o trabalho de Fajardo, com todos aqueles espelhos que refletiam o céu incrivelmente azul daquela tarde.

Bons tempos!

domingo, 6 de janeiro de 2008

ATENÇÃO: UM NOVO ASSUNTO, MAIS INTERESSANTE!


Para um domingo que começou sem assunto, de repente ficou movimentado!


Aí vai o convite para a exposição de Alice Grou, no dia 9 de janeiro, quarta-feira próxima, no Café & Arte do Tilli Center de Barão Geraldo.


Nossa querida amiga Alice Grou é uma ex-ântropa. Ela fazia parte do Antropoantro no momento de sua criação. Parabéns e estaremos lá para prestigiar esse mundo novo que você criou com seus vestígios de paisagens...









Apareceu um assunto...

NOVO ADIAMENTO DA REABERTURA DO MASP!
E NENHUMA NOTÍCIA SOBRE AS TELAS ROUBADAS...
A notícia foi encontrada na página da Eptv.
"A reabertura do Museu de Arte de São Paulo (Masp) foi adiada pela segunda vez. Prevista inicialmente para o dia 26 de dezembro e depois para 8 de janeiro, a retomada das visitas só ocorrerá no dia 11 deste mês. Segundo a assessoria de imprensa, o adiamento deve-se a "modificações técnicas". A instalação de um novo sistema de segurança não estaria completa na data anterior."

Um domingo sem assunto...

Foto de Lia Sabinson

O que será isto?


sábado, 5 de janeiro de 2008

ANTROPOANTRO E EDUCAÇÃO

Foto de Olívia Niemeyer




O ensino da arte como prática educativa – o conhecimento da arte como parte da bagagem cultural

Para Eliot Eisner, do Getty Center of Education in the Arts, o trabalho prático no atelier ajuda a aprender como criar imagens que tenham poder expressivo, coerência, insigth e ingenuidade. A crítica da arte desenvolve a habilidade de ver e não apenas olhar as qualidades que constituem o mundo visual, um mundo que inclui e excede as obras de arte. A história da arte ajuda as crianças a entender algo do lugar e tempo nos quais as obras de arte estão situadas. Nenhuma forma de arte existe no vácuo: parte do significado de qualquer obra depende de entendimento do seu contexto – “a estética esclarece as bases teóricas para julgar a qualidade do que é visto”.
Segundo Ana Mae Barbosa, “não é possível o desenvolvimento de uma cultura sem o desenvolvimento das suas formas artísticas”.
Dessa maneira, ainda segundo Ana Mae, o que a arte na escola pretende é: formar “o conhecedor, früidor e decodificador da obra de arte. Uma sociedade só é artisticamente desenvolvida quando ao lado de uma produção artística de alta qualidade há também uma alta capacidade de entendimento desta produção pelo público”.


Texto de Tina Gonçalez

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Homenagem do Antropoantro ao cartunista Henfil

A Graúna, com o Capitão Zeferino e o Bode Orelana ao fundo

Por ocasião do 20º. Aniversário da morte do cartunista Henfil (Henrique de Souza Filho – 1944-1988), publicamos imagens de seus personagens mais famosos. Henfil foi uma das principais vozes de oposição à ditadura militar.


Os Fradinhos


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uma correção e um pedido de desculpas

Foto de Vane Barini








Repetimos aqui a bela foto de Vane Barini da dupla Letícia Marcondes Castiglia e Andréi Parmezan com o nosso Homem de Plástico, no topo de um edifício do Cambuí...


Em postagem anterior esta distraída blogueira de plantão afirmou que a dupla Akróbatus estava trabalhando no espetáculo do Cirque du Soleil, informação que corrigimos à pedido dos maravilhosos acrobatas campineiros, com um pedido de desculpas. Podem não estar mas bem que mereciam! Basta ver o site deles: http://www.akrobatus.com/!


E aqui vai mais uma foto deles, tirada pela Vane Barini, desta vez com os meus Mafagafos ao Cubo (ou vocês pensam que eu ia perder uma chance destas?)
Lalau Mayrink






Foto de Vane Barini

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Voltando aos assuntos sérios...

Hoje é dia 02 de janeiro de 2008. Duas obras importantes foram roubadas do MASP no dia 20 de novembro de 2007. 14 dias e as notícias são poucas.

Uma notícia, publicada na página da Globo (do G1), no dia 30/12/2007, tem como título “Roubo de arte é atividade criminosa de alto lucro”. Diz que apenas 10% de obras de arte roubadas são recuperadas e que os objetos de arte roubados são tantos que, para abrigá-los, seriam necessários dois museus do tamanho do MASP! 145 mil obras de arte roubadas no mundo...
Transcrevemos aqui alguns trechos interessantes, intercalando nossos comentários:



" ‘O furto de mestres da pintura é uma onda da globalização que chega ao Brasil. É uma atividade criminosa de alto lucro’, comenta Jorge Barbosa Pontes, coordenador-geral da Interpol/Brasil.”

“Onda da globalização”... Segundo a reportagem, isto porque os museus brasileiros são falhos quanto à sua segurança. Descobriu-se agora sua vulnerabilidade. Até que demorou, não?


“ (...) o roubo de arte constitui uma das maiores atividades criminosas do planeta, atrás apenas do tráfico de drogas e do contrabando de armas.”

Bom, quanto ao tráfico de drogas e o contrabando de armas já estamos mais que suficientemente globalizados!


“(...) na vida real os ladrões de arte são ladrões comuns a serviço de quadrilhas especializadas. ‘Essas obras são muitas vezes trocadas por drogas, armas, vendidas para financiar seqüestros e outras atividades ilícitas’, diz ele. ‘Aquele que comprar, adquirir no mercado ilegal um quadro como o Picasso, vai ser alguém que vai ter um prazer solitário. Esse quadro não será colocado numa sala de visitas, num ambiente social’, afirma Jorge Barbosa Pontes.”



Pois é, mas deve ter muito pouca gente no mundo que pode se dar este prazer solitário, não? Seria tão difícil assim chegar a essas pessoas? Principalmente considerando que


“ (...) os ladrões são contratados por gente que entende de arte. ‘É um roubo encomendado. Ele escolhe a obra, ele diz o que quer. Qual obra, onde está e ele encomenda esse roubo. Essa é a característica do roubo de bens culturais’, explica José de Nascimento Junior, diretor do departamento de museus do Ipham.”

ELE, quem??? Entender de arte, ter a grana necessária para contratar quadrilhas especializadas e, vejam o grau da especialização!


“ ‘A máfia que rouba obra de arte é dividida como num seqüestro. Tem quem rouba, tem quem guarda e tem outra parte que negocia’, relata Jones Bergamin, diretor da Bolsa de Arte/RJ. Investigações internacionais mostram que a maior parte das obras de arte roubadas na América Latina e nos Estados Unidos é despachada por correio para o outro lado do mundo: países como China, Japão e Rússia.

Despachada por correio!!! E até os destinos são conhecidos...

“De lá, receptadores repassam as pinturas para organizações criminosas na Europa e até mesmo grupos terroristas no Oriente Médio. ‘É assim que os ladrões fazem para não serem descobertos’, diz Cristopher Marinello, especialista no combate ao roubo de arte. Eles entregam as obras em outro continente, para não levantar suspeitas sobre a origem criminosa.”


Como é que a origem criminosa não é conhecida, como não se suspeita dela, se a imprensa internacional noticia os roubos e os contatos são feitos via Internet? Afinal, Picasso pintou uma única tela intitulada "Retrato de Suzanne Bloch", assim como Portinari só pintou uma obra chamada "O lavrador de café"!!! Ainda se fossem ready-mades... Uma perguntinha que ocorreu agora: alguma organização criminosa destas já roubou obras de Duchamp? Algo a investigar...

A reportagem explica que Cristopher Marinello é diretor de uma grande empresa (de New York) que faz o rastreamento de arte desaparecida e que os caçadores de arte roubada trocam informações com as polícias do mundo inteiro via Internet e oferecem recompensas por pistas que levem às obras desaparecidas. Apesar disto, só 10% é recuperado. A solução, segundo a reportagem, é investir na segurança dos museus.

E, conclusão nossa, rezar para que as obras roubadas do MASP apareçam...
Quem sabe uma GARRAFADA resolva?







terça-feira, 1 de janeiro de 2008

FELIZ 2008!!!

UM VÔO EM DIREÇÃO AO NOVO ANO...
TEMOS GRANDES PLANOS PARA ESSE ANO QUE COMEÇA HOJE!
Com Letícia Marcondes Castiglia e Andréi Parmeza
Foto de Vane Barini

O GRUPO ANTROPOANTRO DESEJA A TODOS UM FELIZ 2008!