Em outubro, Beth Schneider mandou as três primeiras fotos abaixo, feitas por ela no Santander Cultural de Porto Alegre. Ela não se lembrou do nome do autor do grafite, que ocupava as paredes do local dedicado à cultura e às artes. O grafite, como sabemos, é atualmente aceito como arte e tem sido acolhido por instituições como museus e galerias de arte de todo o mundo.
A foto abaixo tem aparecido em jornais impressos e na internet. Foi tirada durante o início da 28ª Bienal de São Paulo - "em vivo contato" ou, como também ficou conhecida, "a bienal do vazio" - na ocasião em que foi invadida por um bando de jovens pichadores que, "em vivo contato", picharam as paredes deixadas em branco no espaço vazio.

Boletim de ocorrência, uma pichadora presa em "flagrante" por "danificar o patrimônio público".
Os pichadores reivindicam o estatuto de "arte" para o que fazem. Os grafiteiros já passaram por isto. Eles também eram "fora da lei", não faz tanto tempo assim. Grafite já foi considerado "ato de vandalismo", agora comparece como convidado até na fachada da Tate.
A moça continua presa. A polêmica está reinstalada. Pichação é ou não é arte?
Lalau Mayrink
Lalau Mayrink
Nenhum comentário:
Postar um comentário