quinta-feira, 9 de outubro de 2008

MUSEU DO VAZIO - GRUPO ANTROPOANTRO - PARALELA 40º SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE PIRACICABA - 2008

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É hoje a abertura de www.antropoantro.blogspot.com- Museu do Vazio.
Local: Centro Cultural Martha Watts
Rua Boa Morte, 1257
Centro, Piracicaba
Horário: 19 horas

Um comentário:

CASSIA ARESTA disse...

PROJETO 365
EXPOSIÇÃO NO SESC PINHEIROS REGISTRA A PASSAGEM DO TEMPO
DE 25 DE MARÇO A 23 DE MAIO

Colagens, desenhos, pinturas, recortes, inscrições e perfurações compõem um calendário especial criado pelas artistas Cassia Aresta, Helenita Peruzzo e Rosa Grizzo. Estes diferentes trabalhos farão parte do Projeto 365, exposição que abre dia 25 de março no SESC Pinheiros, às 20h e segue até 23 de maio. A mostra é o resultado de um compromisso assumido pela tríade em executar uma obra por dia ao longo de um ano. Durante este período Cássia, Helenita e Rosa tiveram diferentes experiências artísticas que mudaram a concepção de tempo e colocaram em prática suas poéticas pessoais que possivelmente seriam esquecidas por outras questões do dia a dia.

Um conjunto de pequenas obras, todas em tamanho 10x10 cm, presente no espaço expositivo do 3º andar representam reflexões filosóficas do coletivo que ganham sentido ao relacionar três percursos distintos mostrados a partir de técnicas e materiais diferentes. Para as artistas “A fragmentação seqüencial destas miniaturas sugerem a reconfiguração de uma experiência longa enquanto data, mas única enquanto tempo interior ditado pelas necessidades de cada uma de nós”.





“Durante essa experiência artística, o cotidiano nos trouxe uma outra concepção para o tempo pré-concebido por horas e calendários já estipulados. Não no sentido de subvertê-lo, mas de colocar em prática uma poética pessoal frequentemente esquecida por questões outras. E assim que tocada pela primeira obra, tal poética passou a engendrar um paralelo em nossa dimensão existencial”, afirmam as artistas.


CASSIA ARESTA



“Muitas vezes, no exercício diário da vida, ficamos alienados do nosso eu, por mais paradoxal que isso possa ser. As distrações oferecidas pelo cotidiano me afastam do eu artístico, da minha estética de viver. Propus-me, então, a abrir minha ”caixa-preta” existencial em todos os dias estabelecidos. A conseqüência disso é o resgate, em mim mesma, de um tempo-arte próprio, que não esse dos calendários pré-concebidos”


HELENITA PERUZZO



“O dia após dia, na sua trajetória, é implacável no descarte daquilo que abandonamos à desatenção. Assim, passam à inexistência um pedacinho de linha que se perdeu atrás da porta, a cartela vazia de comprimidos ou mesmo um instante de luz do sol sobre o tapete. Coisas e eventos que clamam por manuseio e transformação em registro, para que adquiram papel e existência, glorificados nas pequenas insignificâncias, que transformam a trama do cotidiano”










ROSA GRIZZO



“No papel vegetal perfurado com agulha, desenho a minha silhueta - esta, o fio condutor de pensamentos. Com esse material, represento o conjunto de experiências do meu dia a dia, perfurando e marcando um roteiro no interior pessoal mais profundo”