
Retrato do Pai Tanguy
Só é possível calcar um tanto
no oblíquo dos seus olhos
graças às gravuras que
(por trás, no mural)
se aplicam em contar algo.
É assim que o Oriente invade seus traços
e que o monte Fuji faz do seu chapeau
um pontudo e circular
chapéu de bambu.
O poema é de Maria Lúcia Dal Farra, publicado em Livro de Possuídos. 2002. São Paulo: Editora Iluminuras.
Poetas são pintores que usam palavras no lugar de tintas e pincéis.
A autora comenta sobre a série de poemas (que falam de quadros de Van Gogh e Klimt) que abre o livro: (...) registrei apenas a emoção fortuita, fulminante, que o olhar sobre o quadro imprimiu de imediato em mim. São peças pequenas, geradas de rápidas pinceladas, cujo teor inicial conservei sem bulir e sem aceder a que fossem coadas pelo juízo soberano da palheta ou do arco-iris. Restaram quase em exato da forma como foram capturadas inauguralmente.(...)
Père Tanguy. Tela do período parisiense do pintor. Tanguy era um comerciante de arte, amigo de Cézanne, Pissarro, Monet, entre outros. Tanguy conservou este retrato até o final da vida, prova da amizade que reuniu a ambos. A salientar, na tela, o fundo, atrás da personagem, recoberto de estampas japonesas, que desempenharam importante papel nas artes européias do final do século XIX. Van Gogh as admirava e chegou a ter uma coleção destas gravuras. A pincelada vigorosa e as cores intensas são indicações de seu estilo maduro de pintar. (Na ilustração, Retrato de Pere Tanguy 1887-8, óleo sobre tela, 92x75 cm, Museu Rodin, Paris).
(informação obtida do Google, em: www.auladearte.com.br/historia_da_arte/van_gogh.htm
foto escaneada do livro Vincent Van Gogh da Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura)
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