segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Antropoantro no Cubo Branco



Nossa exposição Antropoantro no Cubo Branco (31/07 a 16/09 no MACC) rendeu até poema:

Imaginando
(Para Lalau, por ocasião da Exposição Dentro do Cubo Branco)

Não vi os cubos,
Nem a grande trança da moça pendendo
do teto ao chão.
Vi o homem transparente, apaixonado por moças e
jogo de damas.
Dos cubos grafinhados não vi os mafagafos, nem vi os mafagafinhos.
Me comovo ante os ex-votos, mesmo negando o milagre
dos peixes e do pão.
(Ah! os noivos de Canaã...)
Não vi as cortinas do casarão em forma de trança, mafagafadas.
Vi em fotografias bichos. Pendentes, humanos em forma e dor,
em riso e escárnio puro.
Vi os dedos da moça, feridos,
trançando formas no arame
com a mesma alegria que no domingo
rega a horta: “ora pro nobis”,
a sálvia, a losna, a couve, o alecrim


José Miguel Rasia
2/08/07

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